"Nunca houve tão grande déficit democrático nos Açores como agora. E não há ninguém que venha à liça dizer basta. É notório ao cidadão comum a lógica, no poder, do “quem não é a meu favor é contra mim”. A sociedade civil nunca teve tão pouca força como agora na Região. E é compreensível – mas não aceitável – aproximações ao poder instalado para obter benesses em tempo de crise.
Veja-se o que aconteceu no afastamento do médico de saúde pública, Mário Freitas, da Saúde Pública na Região por ser incómodo para o governo quando os Açores tinham e têm necessidade de especialistas neste domínio. Constate-se o que agora se passa na posição de força do governo açoriano perante os médicos quando o que está em causa é também a assistência médica aos açorianos.Verifique-se a relação tensa do executivo regional com o poder autárquico com prejuízos quase sempre, em última análise, para os residentes em cada um dos concelhos e, logicamente, para toda a população. E é também o caso do movimento associativo. Quantas associações empresariais e profissionais não são discriminadas pelo poder instituído por algumas posições críticas que têm tomado? Sempre que ocorre um destes episódios, assistimos incrédulos a um passo atrás na democracia que se quer pluralista nos Açores.
Quando os militantes e simpatizantes dos partidos no poder procuram, insidiosamente, passar a mensagem de que “quem não é por nós é contra nós”, está a pôr em causa a democracia na Região. E quando este militante tem responsabilidades governativas e autárquicas e aja pela mesma bitola – como se tem visto em alguns casos -, então é a confirmação de que a democracia açoriana enferma de vícios. A ileteracia na democracia açoriana interessa, sobretudo, os políticos medíocres eleitos pela distribuição de pequenos privilégios e angariação de eleitores como se de sócios e adeptos de um clube se tratassem. São estes políticos os principais pilares da lógica do “se não é por nós é contra nós”. Pilares robustecidos por elementos da hierarquia partidária que deles se aproveitam para atingir objectivos pessoais e de grupo.
Tudo isso que escrevo está aos nossos olhos. Só é cego quem não quer ver.
A democracia açoriana está a necessitar de uma nova forma de fazer política, mais transparente, mais envolvente com a população; de políticos que não receiem, a cada momento, perder os cargos e os ordenados e ponham na vanguarda da sua acção, mais do que tudo, os interesses da população; e de um discurso político claro, incisivo e firme que chame as coisas pelo seu nome com realismo e sem demagogia. Só com a criação de um ambiente de alternância nos Açores teremos uma democracia mais saudável. E é assim tanto no poder político instalado como nas associações empresariais e profissionais e no próprio tecido empresarial Deixem fluir as competências de uns e outros e que vença aquele que melhor sabe e pode fazer pela Região, pelos movimentos associativos, pelas empresas, pelos açorianos.
É este o nosso desígnio". (texto de João Paz, Correio dos Açores)
Veja-se o que aconteceu no afastamento do médico de saúde pública, Mário Freitas, da Saúde Pública na Região por ser incómodo para o governo quando os Açores tinham e têm necessidade de especialistas neste domínio. Constate-se o que agora se passa na posição de força do governo açoriano perante os médicos quando o que está em causa é também a assistência médica aos açorianos.Verifique-se a relação tensa do executivo regional com o poder autárquico com prejuízos quase sempre, em última análise, para os residentes em cada um dos concelhos e, logicamente, para toda a população. E é também o caso do movimento associativo. Quantas associações empresariais e profissionais não são discriminadas pelo poder instituído por algumas posições críticas que têm tomado? Sempre que ocorre um destes episódios, assistimos incrédulos a um passo atrás na democracia que se quer pluralista nos Açores.
Quando os militantes e simpatizantes dos partidos no poder procuram, insidiosamente, passar a mensagem de que “quem não é por nós é contra nós”, está a pôr em causa a democracia na Região. E quando este militante tem responsabilidades governativas e autárquicas e aja pela mesma bitola – como se tem visto em alguns casos -, então é a confirmação de que a democracia açoriana enferma de vícios. A ileteracia na democracia açoriana interessa, sobretudo, os políticos medíocres eleitos pela distribuição de pequenos privilégios e angariação de eleitores como se de sócios e adeptos de um clube se tratassem. São estes políticos os principais pilares da lógica do “se não é por nós é contra nós”. Pilares robustecidos por elementos da hierarquia partidária que deles se aproveitam para atingir objectivos pessoais e de grupo.
Tudo isso que escrevo está aos nossos olhos. Só é cego quem não quer ver.
A democracia açoriana está a necessitar de uma nova forma de fazer política, mais transparente, mais envolvente com a população; de políticos que não receiem, a cada momento, perder os cargos e os ordenados e ponham na vanguarda da sua acção, mais do que tudo, os interesses da população; e de um discurso político claro, incisivo e firme que chame as coisas pelo seu nome com realismo e sem demagogia. Só com a criação de um ambiente de alternância nos Açores teremos uma democracia mais saudável. E é assim tanto no poder político instalado como nas associações empresariais e profissionais e no próprio tecido empresarial Deixem fluir as competências de uns e outros e que vença aquele que melhor sabe e pode fazer pela Região, pelos movimentos associativos, pelas empresas, pelos açorianos.
É este o nosso desígnio". (texto de João Paz, Correio dos Açores)
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