quinta-feira, setembro 10, 2009

TAP: pilotos anunciam greve em comunicado devastador

A greve dos pilotos da TAP foi anunciada num comunicado do respectivo sindicato que é tremendamente devastador para a gestão do brasileiro Fernando Pinto: "Em causa está o impasse nas negociações da revisão do Acordo de Empresa (AE) em conformidade com os benefícios de produtividade que os Pilotos trouxeram à companhia nos últimos 10 anos. A revisão do AE dos Pilotos da TAP decorre de um processo iniciado em Novembro de 2008 ao qual a administração da empresa se limitou a dar continuidade em Julho passado e apenas para pretender adiar o processo. Na origem da revisão do AE está o objectivo de aumentar a eficiência da utilização dos Pilotos e melhorar as operações de voo da Empresa, permitindo a criação e a repartição do valor gerado para a TAP. Este é o mecanismo racional de satisfação simultânea das necessidades dos Pilotos e da TAP, dando uma resposta à mesma crise que o Eng. Fernando Pinto tanto tem invocado para justificar os sucessivos resultados negativos que infligiu à empresa. Pese embora os erros de gestão do Eng. Fernando Pinto e da sua Administração (ver parte final do comunicado), estes não se coibiriam de receber prémios de gestão referentes a 2006 e preparam-se, segundo o próprio referiu ao Jornal i, em 14 de Agosto passado, para receber os prémios referentes a 2007. Neste contexto, importa salientar que caso o Eng. Fernando Pinto tivesse consolidado os prejuízos da brasileira VEM no Grupo TAP que os resultados seriam negativos e logo não dariam direito a prémios. Além disso, num acto de gestão ainda por explicar, o Eng. Fernando Pinto esqueceu-se do contributo dos Pilotos quando, em 2008, decide distribuir um prémio pelos trabalhadores da TAP o qual não contemplou os Pilotos. Com efeito, ao longo da última década, os Pilotos têm efectuado inúmeras e substanciais concessões à Empresa, reconhecidas publicamente pela Administração da TAP. Assim, vale a pena salientar que:
- Os Pilotos renunciaram em 1999 a salários 54% superiores aos que auferem actualmente e que lhes foram reconhecidos por um tribunal arbitral independente nomeado pela TAP, pelo Governo e pelo SPAC.
- Os Pilotos abdicaram em 2001 do crédito horário associado ao gozo das férias, traduzindo-se numa renúncia anual que excederia nove milhões de euros no presente.
- Desde o ano de 2000, os Pilotos aumentaram a sua produtividade em 10%, quando medida em horas de voo, ou em 30%, quando medida em PKO’s (Passageiro-quilómetro-oferecido).
- Neste mesmo período, os salários reais unitários dos Pilotos reduziram-se num valor não inferior a 23%, dado que as suas tabelas salariais não foram actualizadas e quando a inflação acumulada desde 2000 atingiu os 27%, segundo o INE". Leia o comunicado na íntegra aqui

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