sábado, setembro 12, 2009

Sondagem coloca PSD e PS empatados

Segundo o Jornal de Notícias, "PS e PSD estão praticamente empatados quando faltam pouco mais de duas semanas para as eleições legislativas. Há apenas dois pontos percentuais de diferença: 37% para 35%. O Bloco solidifica o terceiro lugar, com 11%. A sondagem da Universidade Católica para o JN, DN, Antena 1 e RTP permite antever uma campanha eleitoral decisiva. Os socialistas e os sociais-democratas estão muito próximos nas intenções de voto. De tal maneira que a diferença (dois pontos percentuais) é inferior à margem de erro da amostra (2,7%). Ou seja, regista-se o que normalmente se designa como um "empate técnico".

Para esta aproximação contribuiu, sobretudo, a queda do PS. Relativamente à última sondagem da Universidade Católica, os socialistas baixam de 41% para 37%. Sendo que a recolha de intenções de voto foi efectuada entre 4 e 8 de Setembro, em pleno vendaval gerado pelo fim do Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes, na TVI. O PSD, por sua vez, sobe um escasso ponto entre as sondagens de Abril e Setembro. No entanto, se a análise se alargar a Dezembro de 2008, data de outra sondagem, a subida dos sociais-democratas já soma cinco pontos percentuais.
Uma pergunta que fica sem resposta é se as três semanas que faltam para as eleições serão suficientes para que o PSD suba o último degrau. Se isso depender da avaliação que os inquiridos fazem de Manuela Ferreira Leite e José Sócrates, este manter-se-á no topo. É ele quem tem melhores resultados quando é descrito como "um líder forte": 63% de respostas positivas contra apenas 37% para Ferreira Leite. Vence igualmente quando se diz que "tem o que é preciso para ser um bom primeiro-ministro": 48% de respostas positivas para Sócrates, 32% para Ferreira Leite. A líder do PSD só tem mais respostas positivas quando se diz que "é uma pessoa séria e em quem se pode confiar": 53%, contra 37% de Sócrates. Resumindo, para muitos eleitores a seriedade não é condição essencial na escolha de um primeiro-ministro. Outra conclusão que se pode retirar da sondagem é que o PS, mesmo vencendo as eleições de 27 de Setembro, terá dificuldade em negociar uma maioria parlamentar com apenas um dos partidos mais pequenos (o cenário de maioria absoluta está afastado). É cada vez mais provável que o PS precise, em simultâneo, do apoio dos dois partidos à sua esquerda (somam 20% dos votos). O apoio solitário do PP não será suficiente. A alternativa é o Bloco Central, que por enquanto todos rejeitam. Observando as intenções de voto mais à esquerda, é o BE que consolida a sua posição, aparecendo com um resultado de 11%, relativamente destacado da CDU, com 8%. Note-se, no entanto, que face à sondagem de Abril passado, os bloquistas perdem um ponto percentual para os comunistas. A par da queda do PS, a mudança mais expressiva nas intenções de voto beneficia o PP, que sobe de 2% para 6%. O problema dos populares é que a subida, a confirmar-se, não será suficiente para que se transforme no fiel da balança. O nivelamento por baixo entre o PS e o PSD não permitirá a Paulo Portas conquistar esse estatuto. Nem sairá da cauda do pelotão dos partidos com representação parlamentar". Sobre este assunto lei ainda os textos da jornalista Paula Neves do DN de Lisboa, aqui e aqui)

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Partidos reagiram de forma diversa aos resultados da sondagem RTP

Alguns partidos já reagiram a esta sondagem. Uns desvalorizaram e outros mostraram-se encorajados.

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