sábado, abril 11, 2009

Um argumento absurdo

É tão absurdo o que hoje li no DN do Funchal, ainda por cima claramente uma notícia passada ao jornal em questão pelo Secretário de Estado do Turismo, que até me custa a acreditar que este alegado candidato à liderança do PS local (será mesmo?) aceita emprestar o seu nome a semelhante argumento. Uma coisa é termos que ouvir doentes e esquizofrénicos (mas bem arranjados…) repetir isso até à exaustão. Outra coisa é quando se passa à política séria – pensava eu… - e vemos que afinal, é tudo a mesma coisa. Nem bastou a humilhação de Trindade na noite eleitoral de Maio de 2007 quando todos os outros fugiram que nem ratazanas. Os primeiros a “cavar” foram os tais assessores de imagem vindos de Lisboa e que ficaram bem instalados como se fossem os “mourinhos” do PS local, com o desfecho que todos viram. Trindade pode dizer o que quiser, que não convence ninguém – aliás o desafio está feito, os socialistas que centrem a campanha nessa conversa da treta porque só facilitam o trabalho ao PSD mas sobretudo dos restantes partidos da oposição que certamente não alinharão por tão vergonhosa argumentação – e não consegue desmentir que esse argumento é claramente pró-separatista, na medida em que deixa no ar a dúvida, que aliás deve ser levada aos madeirenses sobre se os benefícios sociais e fiscais que beneficiam a nossa região (quem tem a tutela sobre a Segurança Social no nosso País?), graças a decisões tomada pelo governo socialista de Lisboa e que era suposto serem dirigidas a todos os cidadãos portugueses, não são mais que “esmolas” de Lisboa? E ainda vem João Carlos Gouveia, naquele “brilhante discurso” atrasado pelo menos 30 anos no tempo, falar em separatismo? Ainda querem uma visão mais separatista que esta idiotice? Será que os portugueses do Alentejo, ou os do Minho vão ter que fazer contas sobre os investimentos públicos realizados “per capita” por este governo socialista? Será que os portugueses do centro do país vão ter que fazer contas sobre a distribuição de recursos, “per capita”, quer com origem da União Europeia, quer no apoio aos municípios? Será que os Madeirenses precisam de fazer contas, comparativamente com os Açores em matéria de transferências sobre as transferências do Estado para as duas regiões? Será que os portugueses dos Açores não recebem exactamente os mesmos apoios sociais e fiscais que os socialistas de Lisboa aprovam? Será que para os açorianos é um direito e par a os madeirenses é uma “esmola”? Um conselho a Bernardo Trindade: preocupe-se com o turismo e não se envolva em idiotices dos seus correligionários (?) locais, nem se deixe muito menos levar por conversas que se encaixam bem em doentes esquizofrénicos que se trataram (e tratam). Aliás BT deve saber disso melhor que eu, até do que o PS fez neste domínio para ajudar, e bem, quem precisava...

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