Segundo o jornal açoriano "União" que cita a agência Lusa, "um estudo recente da Associação Nacional de Pequenas e Médias Empresas (ANPME) revela que existem em Portugal 30 mil empresas que não pagam, pelo menos há dois meses, aos seus trabalhadores, sendo que 2.182 estão localizadas nos Açores. Para o director regional do Trabalho e Qualificação Profissional, Rui Bettencourt, os dados recolhidos pelo Sistema de Indicadores de Alerta (SAI) nos Açores apontam para uma "total normalidade no pagamento de salários" nos últimos anos no arquipélago. O Sistema de Indicadores de Alerta foi criado em 1999, pelo Governo Regional, para antecipar complicações laborais e fazer previsões com seis meses de antecedência, mediante os dados fornecidos pelas empresas. "Mais de duas mil empresas com salários em atraso é errado. Gostaria de saber qual a metodologia adoptada para fazer esse estudo. Se esse número fosse correcto teríamos recebido as queixas", afirmou Rui Bettencourt, que falava numa conferência de imprensa, em Ponta Delgada, para analisar a situação dos salários em atraso nas empresas açorianas. Segundo o director regional, em 2000 a taxa de pagamento de salários aos trabalhadores açorianos era de 97,9 por cento e em 2007 situava-se nos 96,2 por cento, números que considerou atestarem a situação de normalidade vivida no tecido empresarial regional. No primeiro semestre de 2008 já foram detectados 62 casos de salários em atraso, num universo das seis mil empresas açorianas, com destaque para os sectores da construção civil, restauração e comércio, indicou. Com base nos quadros de pessoal declarados pelas empresas no último ano, o director regional adiantou que o ganho médio por trabalhador nos Açores foi de 863,89 euros, a que equivale a mais 6,8 por cento face a 2006 (808,21 euros)".
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