Em política - e quando isso acontecer, a política passa a ser a coisa mais porca que existe à face da terra - não existem inimigos, não podem existir inimigos, nem sequer adversários catalogados com base num conceito exageradamente levado ao extremo. Em política existem pessoas livres que pensam de forma diferente, que por vezes radicalizam posições, que cometem excessos, que podem ultrapassar os limites do razoável num debate político entre pessoas civilizadas. Se um dia a política impuser como regra essencial a institucionalização dos "inimigos" e dos "não inimigos", então muitos se sentirão a mais. Hoje nos Açores, vítima de doença prolongada, morreu Carlos Manuel Corvelo, membro do governo açoriano, militante do PS-Açores, mas acima de tudo um cidadão, um homem, que durante algum tempo sofreu a dor resultante da expansão, mortal e irreversível, de uma doença cancerosa incurável. PS, PSD, CDS-PP e CDU cancelaram toda a agenda programada para o último dia de campanha eleitoral como lhes competia, em homenagem e respeito por um cidadão com 62 anos, subsecretário adjunto do vice-presidente do Executivo açoriano. O Bloco de Esquerda manteve a campanha tal como o MPT – Partido da Terra. Carlos Manuel Corvelo morreu hoje de manhã no Hospital de Santo Espírito, na ilha Terceira, onde estava internado por doença prolongada. O meu respeito à família e uma saudação do PS e aos partidos que tiveram a dignidade de não confundir questões partidários e eleitoralistas com os aspectos humanos que a política não pode prescindir.sexta-feira, outubro 17, 2008
Açores: morte de Carlos Corvelo
Em política - e quando isso acontecer, a política passa a ser a coisa mais porca que existe à face da terra - não existem inimigos, não podem existir inimigos, nem sequer adversários catalogados com base num conceito exageradamente levado ao extremo. Em política existem pessoas livres que pensam de forma diferente, que por vezes radicalizam posições, que cometem excessos, que podem ultrapassar os limites do razoável num debate político entre pessoas civilizadas. Se um dia a política impuser como regra essencial a institucionalização dos "inimigos" e dos "não inimigos", então muitos se sentirão a mais. Hoje nos Açores, vítima de doença prolongada, morreu Carlos Manuel Corvelo, membro do governo açoriano, militante do PS-Açores, mas acima de tudo um cidadão, um homem, que durante algum tempo sofreu a dor resultante da expansão, mortal e irreversível, de uma doença cancerosa incurável. PS, PSD, CDS-PP e CDU cancelaram toda a agenda programada para o último dia de campanha eleitoral como lhes competia, em homenagem e respeito por um cidadão com 62 anos, subsecretário adjunto do vice-presidente do Executivo açoriano. O Bloco de Esquerda manteve a campanha tal como o MPT – Partido da Terra. Carlos Manuel Corvelo morreu hoje de manhã no Hospital de Santo Espírito, na ilha Terceira, onde estava internado por doença prolongada. O meu respeito à família e uma saudação do PS e aos partidos que tiveram a dignidade de não confundir questões partidários e eleitoralistas com os aspectos humanos que a política não pode prescindir.
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