Suspeito que ainda vamos comer pela medida grande! Ontem foi Cavaco Silva, falando nos EUA, a apontar o dedo "aos bancos centrais, reguladores e supervisores pela forma como actuaram e permitiram que o problema se alastrasse, atribuindo-lhes a culpa da actual crise financeira.“Tenho a minha ideia sobre aquilo que falhou”, nomeadamente “reguladores, supervisores, bancos centrais e a invenção que se fez de produtos financeiros, mas estou muito interessado em ouvir o que é que se pensa na ‘Wall Street’”, disse o chefe de Estado à comunicação social, citado pela TSF.Na opinião do Presidente da República a culpa é partilhada pelas várias entidades. Umas porque fizeram, outras porque deixaram fazer. “Os bancos têm a responsabilidade quando os reguladores e os supervisores deixam que eles escolham caminhos de produtos tóxicos, como agora se tem falado”. Cavaco Silva acrescentou também que foram permitidas “invenções de tal forma que agora nem se consegue descortinar o que está dentro dos vínculos financeiros que foram inventados”, sublinhou". Hoje ficamos a saber que "o presidente da Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos, Ben Bernanke, afirmou que os Estados Unidos enfrentam "graves ameaças" à estabilidade do seu sector financeiro, tendo alertado que a crise de crédito já começou a afectar o consumo das famílias e o investimento das empresas. Ao falar em declarações ao Comité Económico do Congresso dos EUA, Bernanke disse que "a actividade económica parece ter desacelerado de modo geral", sendo que "a estabilização do nosso sistema financeiro é uma pré-condição essencial para a recuperação económica."O presidente da Fed reiterou ainda o seu apelo ao Congresso para que aprove o plano do secretário do Tesouro Henry Paulson, que prevê o uso de 700 mil milhões de dólares do dinheiro dos contribuintes para a compra de activos ilíquidos aos bancos, sem que este esteja sujeito a qualquer espécie de supervisão ou responsabilidade judicial pelas decisões que tomar.Bernanke precisou que as recentes pressões financeiras "vão tornar as instituições financeiras ainda mais cautelosas sobre a extensõa do crédito às famílias e às empresas (...). Os riscos negativos para o crescimento permanecem assim como uma preocupação significativa."
"Crise financeira vai atingir os portugueses"
Cavaco Silva dramatizou mais do que o Governo o impacto da crise financeira nos portugueses, tendo lançado alertas a partir de Nova Iorque. Pedro Guerreiro, director do Negócios, comenta:
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