Spanair ia reduzir pessoal, aviões e rotas - Segundo o Publico, a Spanair, empresa de aviação proprietária do aparelho que se despenhou em Madrid após a descolagem, "foi fundada em Dezembro de 1986 e é detida integralmente pelo grupo SAS - Scandinavian Airlines. Um proprietário que, face às dificuldades financeiras que a empresa enfrenta e a uma intenção de recentrar toda a sua actividade na Escandinávia, esteve prestes a vendê-la no início deste ano.Apareceram, nessa altura, vários interessados, entre os quais a Ibéria e o fundo português Lonsgtock, primeiro associado à Gadair, depois assegurando que iria avançar sozinho. Mas nem o fundo Lonsgtock Financial, liderado por Vítor Pinto da Costa, e detentor da Air Luxor, nem a Ibéria ou outro qualquer investidor concretizaram a compra";
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Avião fez primeira tentativa de levantar - A ministra espanhola do Fomento já confirmou que o avião da Spanair fez uma primeira tentativa de descolagem, mas voltou para trás por causa de problemas mecânicos (veja aqui o video com a notícia da RTP);
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Sobrevivente do despiste da Spainair: “Ouvi um barulho horrível” - Segundo o Publico, "dois dos 19 sobreviventes do acidente de ontem no aeroporto de Barajas relataram os momentos que se seguiram ao despiste. Lígia Palomino, uma médica de 42 anos, falou ao jornal espanhol "El País". Beatriz Reyes, 41 anos, gerente de um banco de Valleseco na Gran Canaria, contou os mesmo momentos de aflição ao jornal inglês "Telegraph".Segundo Palomino, às 13h20, a hora prevista do voo, o comandante do avião “pediu desculpas e informou que havia um problema com técnico”.No momento da descolagem, começou a ouvir o avião a fazer “um barulho horrível”. O avião deu "um abanão e caiu no leito de um rio seco e cheio de pedras". Lígia perdeu a consciência por momentos, só a explosão que se seguiu a despertou";
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Piloto da Spanair identificou problema mas técnicos autorizaram nova descolagem - Diz o Publico, que vita a agência francesa AFP, que "técnicos da companhia aérea espanhola Spanair tinham dado ontem autorização para o avião MD-82, que se despenhou ontem em Madrid, voltasse a descolar, depois de o piloto ter regressado por ter detectado um problema na sequência de uma primeira descolagem, disse hoje a ministra espanhola do Fomento, Magdalena Alvarez.“Numa primeira tentativa, o piloto partiu [descolou] e depois voltou porque tinha detectado qualquer coisa, que deverá ser determinada pela comissão de inquérito”, disse Magdalena Alvarez à Rádio Nacional.“Os responsáveis da manutenção da companhia autorizaram a descolagem, assumindo a sua responsabilidade, que consiste precisamente em examinar o avião quando o comandante assinala seja que tipo de incidente for a bordo”, acrescentou";
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Segundo a jornalista do Publico, Mariana Oliveira, num texto intitulado "Falhas humanas na origem de cerca de 90 por cento dos acidentes aéreos no mundo", "este é o 11.º acidente em todo mundo com este tipo de aparelho, o MD-82, desde que a aeronave começou a ser produzida em 1980Cerca de 90 por cento dos acidentes aéreos têm na sua origem falhas humanas. A afirmação é de dois peritos em aviação civil que já estiveram ligados à investigação de acidentes com aeronaves. "Quem está na linha da frente, como os pilotos e os controladores aéreos, é geralmente o primeiro alvo da culpa. Mas não tem que ser necessariamente assim. Um mecânico que, por exemplo, montou inadequadamente uma peça pode dar origem a um acidente", explica Anacleto Santos, da direcção do Instituto Nacional da Aviação Civil e ex-responsável do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves (GPIAA)".
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