Garante o Diário Económico, num texto da jornalista Joana Petiz intitulado "Empresários temem final de ano ainda pior", que "as empresas portuguesas sentiram a crise no primeiro semestre do ano e não vêem sinais de melhoria para os próximos seis meses. “Sinceramente, não vejo a luz ao fundo do túnel”, afirma Joaquim Ferreira do Amaral, presidente da Lusoponte, que sentiu uma “quebra significativa do tráfego nas concessões, reflexo de uma crise que está para durar”. Até porque “o que deu origem à crise financeira são factores que permanecem na economia”, justifica. “O ano de 2008 está perdido”, admite mesmo Carlos Martins, presidente da Martifer.Com os preços das matérias-primas a escalar, o dinheiro a encarecer, o financiamento cada vez mais difícil de obter e uma inflação atípica que levou o Banco Central Europeu (BCE) a subir a taxa de juro em 25 pontos base para 4,25%, os empresários não encontram razões para estarem optimistas quanto ao evoluir da economia portuguesa no resto do ano.“O estímulo ao investimento é cada vez menor”, afirma Henrique Neto, presidente da Iberomoldes. “E acho que isto ainda vai piorar”. “As empresas portuguesas têm um elevado nível de endividamento e sentem muitas dificuldades de liquidez e no acesso ao crédito. Não há sinais de que a situação possa inverter-se no próximo semestre”, concorda Miguel Horta e Costa, presidente da Confederação Internacional dos Empresários Portugueses".
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