Garante o jornalista do Diário Económico, Francisco Teixeira, que "Bancos, empresas, empresários e advogados envolvidos na Operação Furacão deverão continuar a ser investigados, pelo menos, durante mais um ano. Ao contrário do que previu e pediu o Procurador-Geral da República a maior investigação de sempre a sectores-chave da economia deverá continuar em aberto depois de o Juiz de Instrução Criminal, Carlos Alexandre, ter decretado no início deste mês a manutenção do segredo de justiça até Junho de 2009. A decisão deverá agora ser alvo de recurso para o Tribunal da Relação por parte de alguns dos mais de 200 arguidos que, desde o final de 2004, estão a ser investigados pela alegada prática de crimes como o branqueamento de capitais, a fuga fiscal e a falsificação de documentos. Mas até quando será possível manter sob suspeita todos estes envolvidos sem a dedução de acusação? O novo Código de Processo Penal não é claro quanto ao limite dos prazos para a manutenção de uma investigação em segredo de justiça e as interpretações divergem.“O processo tem de terminar o mais depressa possível, porque é evidente que não podemos ter uma suspeição sobre centenas de sociedades. Isso é óbvio. Até ao fim do ano é possível que esteja concluído o inquérito”, dizia Pinto Monteiro a 29 de Maio. O Diário Económico sabe que oito dias depois, a 6 de Junho, o juiz Carlos Alexandre sustentava, em despacho, precisamente o oposto: tendo em conta que estão por fazer cerca de uma centena de audições, existem ainda milhões de e-mails de computadores apreendidos que não foram escrutinados (contém informação pessoal, sem interesse para a investigação) e aguarda-se, também, resposta dos pedidos de colaboração internacional (pedidos de informação ao estrangeiro sobre transações suspeitas), a investigação deve prosseguir longe dos holofotes públicos. Carlos Alexandre sustenta que a publicidade do processo seria mesmo desastrosa para o sucesso da investigação. Mas o certo é que desde o final de 2004 que se têm adensado as denúncias nos jornais e televisões de novas buscas a destacados empresários e empresas do país, alegadamente envolvidos na Operação Furacão: só no último mês foram realizadas buscas a empresas de Horácio Roque, Joe Berardo e Américo Amorim, três dos mais destacados empresários portugueses".
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