Em resposta ao facto do deputado do PND, José Manuel Coelho, ter afirmado em plenário que ajudou o líder socialista no processo de preparação da candidatura do PS às eleições intercalares para a Junta de Freguesia de Gaula (concelho de Santa Cruz, Madeira), que terão lugar a 25 de Maio, devido a uma crise política que gerou a debandada da quase totalidade dos autarcas eleitos, na sua maioria "independentes" que integraram a lista do PS, em Dezembro de 2005, e que conquistaram a maioria absoluta naquela instituição autárquica. A referida Junta de Freguesia foi ganha pelo "independente" Filipe de Sousa, eleito pelo PS, partido do qual se distanciou recentemente, optando por se envolver agora numa candidatura "independente", facto que tem gerado diversas reacções políticas. Contudo, João Carlos Gouveia não gostou das declarações do deputado do PND e de uma forma surpreendentemente dura: "Queria dizer muito claramente ao senhor deputado que acho abusivo usar o meu nome, tanto o senhor deputado como os dirigentes do PND, os que ficaram em casa e planearam isso, usaram o meu nome hoje, e usaram-no durante a campanha eleitoral, para o senhor estar aqui. Reprovo a sua atitude por duas razões: primeiro pelo gesto e segundo pelo desrespeito sistemático em relação ao senhor Presidente da Assembleia que merece todo o respeito, a ALRM é a Casa sagrada para os deputados, é a nossa Casa, sinto-me desonrado pela posição do senhor deputado e ofendido pelos dirigentes do PND e pelos que o apoiam que sistemática e abusivamente usam o meu nome"
Vítor Freitas, líder parlamentar do PS, também foi claro: "Quanto se desrespeita este Parlamento desrespeita-se os eleitores. Pedia para não continuar com esse protesto. Há muitas formas de protestar. O uso da palavra deve ser uma forma de protesto, outro tipo de adornos nós não concordamos".
Tranquada Gomes do PSD lamentou que o deputado em questão "seja usado neste tipo de palhaçadas por terceiros, que não dão a cara, dando razão às pessoas que nos criticam e que não se revêem neste parlamento".
José Manuel Rodrigues, do CDS/PP: "Todos os deputados têm o direito a fazerem os protestos que entenderem, mas devem fazê-lo pela palavra, e não através de folclores políticos que não levam a nada. Apelo ao deputado do PND que respeite a dignidade deste parlamento e não o faça por via desta provocação para protestar contra a atitudes anti-democráticas que ele considere que o PSD está a cometer. A continuar assim os dois deputados do CDS/PP vão abandonar a sala".
Roberto Almada do Bloco de Esquerda, distanciou-se deste tipo de iniciativas, disse que não se revia "neste tipo de protestos" mas acusou o PSD de ser o responsável por estas situações em virtude de estar a proceder a cortes nos tempos de intervenção regimentalmente atribuídos à oposição.
Sem comentários:
Enviar um comentário