terça-feira, maio 06, 2008

Cena na Assembleia da Madeira (II)

Um deles tem a ver, por exemplo, com a eventual repetição da cena amanhã, dia preenchido com a discussão da Conta da RAM relativa a 2006 e no dia seguinte, quando se realiza o Parlamento Jovem. Embora nenhuma decisão tenha sido tomada, sei apenas que o PSD não prescinde de voltar, sempre que for necessário, a pedir à Mesa a suspensão dos trabalhos e a abandonar o hemiciclo, impedindo assim a existência de quorum. Caricatas são as "estórias" que se contam a propósito desta cena. Para além da constatação, que corria hoje nos bastidores parlamentares, de que este tipo de acçães apenas dá razão a quem falou nos tais "loucos" (João Jardim), ficou a clara sensação de que a cena de hoje foi previamente preparada, de véspera - mas disso darei conta no comentário seguinte - a par do facto de que eram muitas as pessoas incluindo jornalistas e deputados, que lamentavam o comportamento de José Manuel Coelho neste tipo de acções, por estar a ser utilizado por outras figuras do partido as quais, por razões várias, nomeadamente de ordem sociais, nunca se prestariam a semelhantes actos. Mas a cena teve ainda a particularidade, política, de ter provocado da parte da oposição, particularmente do PS e do CDS/PP, claras demarcações de tudo o que se passou. Vítor Freitas líder parlamentar pediu ao deputado do PND que abandonasse tal postura porque ela não dignificava a Assembleia, na sua globalidade, e não apenas o PSD. Mais contundente - o que causou algumna surpresa no plenário - foi a reaçcão de João Carlos Goveuia, que de uma forma bastante dura criticou o deputado do PND pelo "uso abusivo do meu nome", quer pelo deputado quer por outros dirigentes do PND.

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