sábado, março 15, 2008

Ribau Esteves e dono da em presa de comunicação contradizem-se

Mais asneirada de um secretário-geral do PD que cada vez mais se revela o elo mais fraco da liderança de Meneses. Escreve o "Publico" de hoje: "Que relação há entre o PSD e a empresa de comunicação Cunha Vaz e Associados (CV&A), cujos funcionários têm sido vistos em sessões públicas e na sede do partido? "Não temos prestado serviços cobráveis, ainda estamos a fazer uma avaliação do que o partido precisa", responde Cunha Vaz (na foto), o proprietário da CV&A. "Estamos a trabalhar com a empresa", diz por seu lado o secretário-geral do partido, Ribau Esteves, recusando-se a dizer em que termos e por que preço. Na terça-feira, os dois quadros da CV&A que fizeram a campanha interna de Luís Filipe Menezes à liderança do PSD estiveram no Hotel Altis a assistir ao lançamento da nova imagem do partido. Dias antes, tinham estado na sala de imprensa na sede da Rua de S. Caetano à Lapa. Mas a empresa insiste em afirmar que não há nenhum contrato assinado. Ao PÚBLICO Cunha Vaz afirmou que não têm prestado "serviços cobráveis" e que ainda não está definida nenhuma relação entre as duas partes. "Estivemos um tempo ausentes, mas agora voltámos para fazer a avaliação do que o PSD precisa, do que tem e não tem, do que precisa", explicou. A presença em acções do partido explica-a assim. Já o que motiva esta falta de concretização de um contrato anunciado é mais vaga. Será o preço? "Não tem nada a ver com valores monetários, tem a ver com outras coisas", frisa Cunha Vaz. E exemplifica: "Se eu acho que a nova imagem do PSD não pega, se não gosto dela, não quero ver o meu nome colado a ela." Então a CV&A não participou neste refrescamento de imagem? "Não participámos em rigorosamente nada", afirma.Já Ribau Esteves afirma que o PSD está a trabalhar com a CV&A, mas recusa-se a dizer como. "Não há declarações sobre isso, nem sobre se há contrato ou não, se há facturas ou não", limita-se a responder.Se a empresa trabalha para o partido e não cobra serviços, a questão pode vir a ser analisada pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos. É que a lei do financiamento dos partidos proíbe donativos indirectos. Foi, aliás, por isso, que o PSD foi multado no caso Somague". Eu gostaria de referir que conheci, há uns anos, no Funchal onde viveu alguns anos e esteve na política, António Cunha Vaz, e que nada tenho contra o trabalho da comunicação associada à política. Pelo contrário, sou um acérrimo defensor dessa relação porque acho que é por causa destas questões (mas comunicação não é só mudar cores e símbolos...) que muitos partidos não conseguem nada e muitos políticos não se credibiliza. Mas cuidado. Se o Benfica também muda para cor-de-rosa e dizem alguns que continua a ser o Benfica, a verdade é que a esmagadora maioria dos benfiquistas recusaram tal mudança porque alegam que só se revêm no seu clube através do vermelho. Há símbolos que são sagrados para as instituições.

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