Eu não dizia?! Já estava à espera, porque bem suspeitava que havia já confusão. O Procurador-Geral da República está farto de meter água em matéria de comunicação, penso que ou é mal assessorado nas questões da comunicação social ou não liga patavina aos conselhos que lhe dão não sabe comunicar com os jornalistas, não sabe usar o site institucional para informar, não sabe informar das decisões que toma, são demais as barracadas em que se envolve. Depois gera estas dúvidas. Segundo o Publico, que cita António Cluny, este nega qualquer relação entre processos disciplinares a magistrados e denúncias do PS-Madeira: "António Cluny, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, negou hoje qualquer relação entre os quatro processos disciplinares instaurados a magistrados do Ministério Público na Madeira e as denúncias de corrupção na região feitas pelo PS local.O presidente do sindicato sustentou que os "quatro processos disciplinares" aplicados a magistrados do Ministério Público da Região Autónoma da Madeira "decorrem da actividade normal da Inspecção e do Conselho Superior do Ministério Público". "Não têm a ver com os dossiers e os factos denunciados pelo PS-Madeira", frisou, invocando que estes levaram "ao levantamento da situação e à reorganização" dos serviços do Ministério Público no Funchal. Na sequência das notícias sobre alegados actos de corrupção na Madeira e à actuação do Ministério Público na Região, a Procuradoria-geral da República revelou ontem que este ano já foram deduzidas três acusações por crimes económico-financeiros e que "outros factos serão objecto de averiguação preventiva". Segundo a edição de hoje do “Diário de Notícias”, os processos disciplinares resultam de uma inspecção mandada realizar pelo Conselho Superior do Ministério Público em 2006. Este órgão recebeu denúncias sobre eventuais omissões de deveres.Fonte do Ministério Público na Madeira criticou que a Procuradoria-Geral da República não refira nomes porque assim “as referências aos inquéritos acabam por colocar todos os magistrados sob suspeita”, o que fragiliza o Ministério Público na Região, escreve ainda o jornal". Afinal em que ficamos? Aproveito para dar um conselho sobretudo aos socialistas que começaram a embandeirar em arco: tenham calma. Informem-se antes de comentarem... Quanto ao resto mantenho o que sempre disse: investigue-se tudo, sem hesitações, condicionalismos ou receios, apurem-se responsabilidades e eventuais culpados por procedimentos, decisões, comportamentos e outros actos ilegais, caso existam, elaborem-se os correspondentes processos judiciais, desmascare-se a alegada corrupção, façam-se os julgamentos e, caso se provem as acusações, que se formalizem condenações e os visados neste caso assumam as responsabilidades pelos erros. Mais que isto o que querem? Montar um circo e depois reclamar justiça e credibilidade da justiça? Sobre este assunto recomendo a leitura do texto da jornalista Graça Rosendo no semanário "Sol", aqui.sábado, março 15, 2008
Justiça na Madeira: operação limpeza? (III)
Eu não dizia?! Já estava à espera, porque bem suspeitava que havia já confusão. O Procurador-Geral da República está farto de meter água em matéria de comunicação, penso que ou é mal assessorado nas questões da comunicação social ou não liga patavina aos conselhos que lhe dão não sabe comunicar com os jornalistas, não sabe usar o site institucional para informar, não sabe informar das decisões que toma, são demais as barracadas em que se envolve. Depois gera estas dúvidas. Segundo o Publico, que cita António Cluny, este nega qualquer relação entre processos disciplinares a magistrados e denúncias do PS-Madeira: "António Cluny, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, negou hoje qualquer relação entre os quatro processos disciplinares instaurados a magistrados do Ministério Público na Madeira e as denúncias de corrupção na região feitas pelo PS local.O presidente do sindicato sustentou que os "quatro processos disciplinares" aplicados a magistrados do Ministério Público da Região Autónoma da Madeira "decorrem da actividade normal da Inspecção e do Conselho Superior do Ministério Público". "Não têm a ver com os dossiers e os factos denunciados pelo PS-Madeira", frisou, invocando que estes levaram "ao levantamento da situação e à reorganização" dos serviços do Ministério Público no Funchal. Na sequência das notícias sobre alegados actos de corrupção na Madeira e à actuação do Ministério Público na Região, a Procuradoria-geral da República revelou ontem que este ano já foram deduzidas três acusações por crimes económico-financeiros e que "outros factos serão objecto de averiguação preventiva". Segundo a edição de hoje do “Diário de Notícias”, os processos disciplinares resultam de uma inspecção mandada realizar pelo Conselho Superior do Ministério Público em 2006. Este órgão recebeu denúncias sobre eventuais omissões de deveres.Fonte do Ministério Público na Madeira criticou que a Procuradoria-Geral da República não refira nomes porque assim “as referências aos inquéritos acabam por colocar todos os magistrados sob suspeita”, o que fragiliza o Ministério Público na Região, escreve ainda o jornal". Afinal em que ficamos? Aproveito para dar um conselho sobretudo aos socialistas que começaram a embandeirar em arco: tenham calma. Informem-se antes de comentarem... Quanto ao resto mantenho o que sempre disse: investigue-se tudo, sem hesitações, condicionalismos ou receios, apurem-se responsabilidades e eventuais culpados por procedimentos, decisões, comportamentos e outros actos ilegais, caso existam, elaborem-se os correspondentes processos judiciais, desmascare-se a alegada corrupção, façam-se os julgamentos e, caso se provem as acusações, que se formalizem condenações e os visados neste caso assumam as responsabilidades pelos erros. Mais que isto o que querem? Montar um circo e depois reclamar justiça e credibilidade da justiça? Sobre este assunto recomendo a leitura do texto da jornalista Graça Rosendo no semanário "Sol", aqui.
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