Não tem nada a ver com a JSD, mas de uma maneira geral com as organizações políticas, de juventude ou não. Segundo o DN local, apenas 5% dos eleitores inscritos na JSD e residentes no concelho do Funchal contribuíram ontem para a eleição da Concelhia do Funchal. Diz o jornal que a organização explica a fraca afluência às urnas com o facto de muitos eleitores serem estudantes com frequência do Ensino Superior fora da Região, considerando também que é "mais vantajoso" manter o regime de eleições anuais ainda que a participação seja menor. Um argumento que não explica coisa nenhuma, ou pelo menos o cerne de toda a questão. O problema tem a ver com o modelo de funcionamento das organizações políticas e com o entendimento e a utilidade que delas fazem ou têm os jovens. Nada mais do que isso. Julgo que as organizações políticas de juventude - e apenas a JSD tem representação parlamentar regional neste momento o que lhe reforça as responsabilidades - precisam de adaptar-se a novos tempos, e novas ideias, a novas exigências, reivindicações e esperanças dos jovens dos nossos (e novos) tempos. Uma coisa é certa: com níveis de participação desta natureza - e noutras organizações de juventude ainda são menores - como se consegue disfarçar uma ideia de fragilidade, ainda por cima quando se trata do Funchal, o maior concelho da Madeira?
Sem comentários:
Enviar um comentário