terça-feira, outubro 09, 2007

Monteiro de Aguiar (I)

Conheço Monteiro de Aguiar há muitos anos. Desde o 25 de Abril de 1974, quando estava ligado ao Sindicato dos Empregados de Escritórios da Madeira. Com ele mantive, profissionalmente (era eu na altura jornalista do Jornal da Madeira) uma ralação de cordialidade fácil, entre duas pessoas que sempre se respeitaram. Ligado ao sindicalismo, tendo sido eleito deputado na Assembleia Constituinte, em 1975, pelo PS, Monteiro de Aguiar acabou por falecer, vítima de uma doença rápida e implacavelmente mortal, sobretudo mortal e injusta para os homens bons. Monteiro foi, durante anos, a cara dos funcionários públicos. Foi no trabalho e com os trabalhadores que construiu a sua vida, social, sindical e política. Acabou sendo deputado do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira, de onde saiu em Maio deste ano. Eu sabia que ele estava doente, que estava mal, que sofria em silêncio e resignado, que tinha a consciência que provavelmente havia iniciado o seu último percurso da sua vida. Morreu com dignidade, mas sobretudo, morreu com coragem. Nestas alturas, tudo o que for dito ou é demais ou cheira a hipocrisia. Limito-me com um até um dia destes Monteiro. Descansa em paz.

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