José Lino é uma das pessoas incontornáveis na ilha, pessoa que eu conheço há muitos anos e com quem gosto de falar. O homem hoje estava bravo por causa dos transportes e diz que sem que resolvam isso nada vai acontecer de bom ao Porto Santo. Para além da crise no comércio – “não há dinheiro, as pessoas andam tesas” – José Lino continua a não perder o seu bom humor: “agora, como sou reformado, vou de barco para o Funchal, eu e a minha mulher. Pago apenas o valor dos reformados e poupo o dinheirão que quem viaja de avião gasta”. “E os italianos”, perguntei eu, numa alusão aos italianos que todas as semanas viajam para a Ilha Dourada em voos directos? “Boa gente, mas tão esfomeados como eu! Vêm por 700 euros, meia pensão, não gastam um cêntimo fora do hotel”...
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