Não é segredo para ninguém que o peso do funcionalismo público no que à população activa do Porto Santo diz respeito, é extraordinariamente elevado, porventura mais do que deveria ser. Por outro lado o Porto Santo é um dos municípios da Madeira onde há mais população jovem. Creio que vai sendo tempo de se começar a pesar num futuro que não tem necessariamente – porque não pode, porque não há dinheiro para isso – que passar pelo funcionalismo público (hoje dizia-me um local, que conheço há muitos anos, que o funcionalismo público representa cerca de 75 a 80% da população activa da ilha, valor que me pareceu um pouco exagerado. Ora qualquer especialista – eu não sou, nem tenho que ser, limito-me a opinar – sabe que esta situação é insuportável. Penso que os jovens do Porto Santo, mais do que procurarem formação de acordo com as suas preferências devem olhar para a realidade do mercado de trabalho da ilha – as tais saídas profissionais. Caso contrário, com o funcionalismo público ”fechado” e com os novos empreendimentos hoteleiros a terem que levar para a ilha mão-de-obra externa, por não encontrarem interesse entre os locais, as coisas vão complicar-se.
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