Aviões russos retomaram, nesta quarta-feira, uma prática comum da época da Guerra Fria: sobrevoaram território de domínio americano, mais especificamente a base militar da ilha de Guam, no Pacífico. Os pilotos russos "trocaram sorrisos" com pilotos de caças americanos que partiram em seu encalço, segundo o brigadeiro Pavel Androsov, comandante das operações de longo alcance da Força Aérea russa. Dois bombardeiros Tu-95 passaram pela ilha, situada a cerca de 5.150 km a sudeste da cidade oriental russa de Vladivostok. O sobrevôo fazia parte de exercícios militares de três dias, nos quais foram lançados oito mísseis de cruzeiro, segundo Androsov. O general disse ainda que os dois aviões voaram por 13 horas desde a sua decolagem de uma base militar na Rússia. "Sempre foi uma tradição da nossa aviação de longo alcance voar oceano adentro até encontrar pilotos americanos e saudá-los visualmente", disse o militar. "Ontem revivemos essa tradição, e dois dos nossos jovens tripulantes visitaram a área da base de Guam. Acho que o resultado foi bom. Encontramos nossos colegas - pilotos de caça dos porta-aviões (dos EUA). Trocamos sorrisos e voltamos para casa".
Guerra Fria – O sobrevôo de áreas distantes patrulhadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e pelos EUA era prática corrente dos russos no período da Guerra Fria.As áreas eram "patrulhadas" por serem alvos potenciais de mísseis nucleares, no caso de estourar uma guerra. As manobras haviam sido suspensas com o colapso da União Soviética (fonte: Veja)
Guerra Fria – O sobrevôo de áreas distantes patrulhadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e pelos EUA era prática corrente dos russos no período da Guerra Fria.As áreas eram "patrulhadas" por serem alvos potenciais de mísseis nucleares, no caso de estourar uma guerra. As manobras haviam sido suspensas com o colapso da União Soviética (fonte: Veja)
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