sábado, agosto 04, 2007

Concessões públicas financiadas a 90 anos...

Sete grandes construtoras discutem com o Governo modelos para acelerar parcerias público-privadas. As construtoras vão propor ao Governo o alargamento dos prazos de concessão das parcerias público-privadas para 90 anos, muito superior aos que hoje são utilizados, que têm como referência os 30, revelou ao SOL o presidente da Mota-Engil, António Mota. Esta é uma das vias preferidas para reanimar o sector da construção, porque viabilizaria financeiramente o lançamento de um conjunto de obras públicas, já que o seu custo seria amortizado no longo prazo, e consta de um documento entregue ao Governo na semana passada, num encontro que juntou os ministros da Economia, Obras Públicas e Finanças e os representantes das grandes construtoras. «Temos de analisar as tendências internacionais, quer aqui ao lado, em Espanha, quer do outro lado do Atlântico, nos EUA. Quando se fala em Portugal do princípio do utilizador-pagador, deve falar-se na geração do pai, mas também na do filho», explica o empresário (fonte: Sol) Afinal a tal “política do betão e do cimento” que tanto tem servido de base a criticas ao governo regional da Madeira e de ataques pessoais a Jaime Ramos, enquanto presidente da ASSICOM, deixou de ser um “exclusivo” da Madeira? Será que este esquema agora anunciado não vai dar tudo no mesmo? Isto faz-me lembrar a questão da Vialitoral na Madeira. Uma polémica dos “diabos” com insinuações à mistura. Dois anos depois os Açores (aqui e aqui) seguiram o mesmo exemplo de concessão. Alguém ouviu barulheira por causa disso?

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