O empresário Joe Berardo criticou hoje os gastos excessivos do BCP com membros dos seus órgãos sociais, especialmente com o presidente do conselho geral e de supervisão, acusando que existe uma "fraude de colarinho branco" no maior banco privado português. Em entrevista à SIC Notícias , Berardo deu como exemplo dos gastos excessivos o facto de o fundador do banco e actual presidente do conselho geral e de supervisão, Jorge Jardim Gonçalves, ter ganho 50 milhões de euros do banco, apenas em um ano. Berardo, que é accionista do Banco Comercial Português (BCP), com uma participação de 6,8 por cento, considera que a situação que se vive no banco é inaceitável e diz que existe uma "fraude de colarinho branco". "A polícia e a CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários] têm de levar isto a sério. Isto não pode acontecer", afirmou. As declarações feitas por Berardo têm como pano de fundo a situação interna tensa no BCP, com divergências públicas que opõem o presidente do conselho de administração do banco, Paulo Teixeira Pinto, e o fundador da instituição e presidente do conselho geral e de supervisão, Jardim Gonçalves. As duas facções internas são apoiadas por diferentes accionistas e Berardo integra o grupo dos que apoiam as propostas de Teixeira Pinto, tendo votado, na assembleia geral de 28 de Maio, contra as propostas de Jardim Gonçalves que dariam maior poder ao conselho geral e de supervisão, inclusive o de nomear o conselho de administração. Leia tudo aqui.
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