domingo, abril 18, 2010

Salários: Marques Mendes diz que EDP ignorou o Governo

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Sobre este tema, recordo o texto da jornalista do DN de Lisboa, Maria João Espadinha, segundo a qual, os "accionistas da PT e da EDP ignoram recomendação do Governo e da Caixa Geral de Depósitos e aprovam política de remuneração que permite a entrega de bónus aos gestores. António Mexia e Zeinal Bava vão poder receber bónus e prémios em 2010, apesar dos esforços do Estado e da Caixa Geral de Depósitos, a mando do Governo, para cortar nas remunerações. Os accionistas das duas empresas aprovaram ontem a manutenção do sistema de remunerações proposto, sendo que em ambos os casos a proposta da CGD não chegou a ser votada em Assembleia Geral. O presidente executivo da EDP, António Mexia, desvalorizou o facto de a Parpública, a Caixa Geral de Depósitos e alguns pequenos accionistas terem votado contra a proposta de remunerações: "não me preocupa quem votou a favor ou contra", comentou o CEO da EDP. Na reunião de ontem, nenhum accionista pediu a palavra para contestar a proposta de remunerações e bónus de 3,1 milhões de euros do presidente da comissão executiva da empresa, disse à Lusa António Mexia. "Este é um tema de que as pessoas gostam de falar, mas no ponto 6 não apareceu uma única voz discordante, pelo que não demorou mais de cinco minutos [a sua discussão e aprovação]", reforçou. Assim sendo, a manutenção do nível de remuneração do conselho de administração foi aprovado com 50,6% dos votos. Também na PT foi aprovada a declaração da comissão de vencimentos sobre a política de remuneração dos administradores, sendo que não é possível saber qual a percentagem de votos contra ou a favor, explicou ao DN fonte oficial da operadora. Na reunião foi ainda votada favoravelmente a constituição de uma comissão ad hoc com a finalidade exclusiva de fixar a remuneração dos membros da comissão de vencimentos. "As funções serão exercidas de forma não remunerada", refere a PT, em comunicado à CMVM. Os sindicatos dos trabalhadores da PT concentraram-se ontem em frente às instalações da empresa, em Lisboa, para reivindicar uma "melhor repartição dos lucros", exigir aumentos salariais para este ano e contestar as remunerações pagas aos gestores e principais accionistas. Os principais sindicatos juntaram-se de "forma simbólica" na sede da PT, onde distribuíram documentos explicativos da situação na empresa a todos os accionistas que entravam para participar na assembleia geral. Um "início rápido da negociação salarial", que devia ter começado em Janeiro mas foi adiado para Maio, e "o compromisso da actualização dos salários de todos os trabalhadores", são as principais reivindicações".
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Também li no Sol que José Sócrates, no último debate na Assembleia da República, afirmou-se "contra «escalada gananciosa» das remunerações dos gestores".

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