segunda-feira, março 19, 2007

Tempo de antena

Hoje foram emitidos na RTP da Madeira dois tempos de antena – do PSD e do PS – com Alberto João Jardim e com Jacinto Serrão. O primeiro, apareceu sozinho, tal como fez em 2004, numa tentativa de transmitir a sua mensagem política. Há quem duvide da eficácia deste tipo de tempo de antena sem dinâmica de imagem. O outro tempo de antena do PS, assente nos cartazes já distribuídos pelos socialistas e em imagens. Serrão volta a mentir - estará ele a transformar-se num mentiroso nato, por muito engravatado que apareça nos écrans? - porque continua a dizer que não se fez hospital na Madeira quando ele sabe que o complicado processo de expropriações - que a esquerda ainda utilizará ao longo desta campanha eleitoral, não duvidem - está em marcha. O que eu não percebo é a lata de Serrão principalmente depois de sabermos as patifarias que o governo socialista em Lisboa anda a fazer por esse País fora no domínio da saúde. Seguiu-se um texto sem novidade, sem consistência, sem receptividade por parte do eleitorado como a 6 de Maio vamos ver. E a parte final em que Serrão claramente meteu Sócrates na algibeira: imagens com Delors, com Ségolène, com esta e mais aquele a falarem do tempo, como se percebeu perfeitamente pelo "forçado" dos reforços estrangeiros. Só faltou o Papa, perdoem-me o humor. Serrão foi ao Porto há meses a uma convenção de socialistas europeus e toca a despachar imagens que seriam utilizadas em 2008, quando já ninguém se lembraria daquela reunião da IS. A antecipação fez com que se perceba que tudo aquilo foi é folclórico, forçado, anedótico. Sócrates se visse o tempo de antena do PS da Madeira corava de inveja, perante tanto internacionalismo de Serrão. Ufa!

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