Li no Publico quer “a partir de Janeiro, 1700 recém-licenciados em Medicina vão começar a trabalhar em unidades de saúde, públicas e, pela primeira vez, também privadas. O mapa dos internos do ano comum já tinha sido divulgado mas, ontem, a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) fez questão de destacar, em nota, a aprovação destas vagas (pelos ministros da Saúde e das Finanças) que permite o ingresso no ano comum a "todos os recém-licenciados pelas faculdades de Medicina portuguesas". Os médicos internos que fazem este primeiro ano de formação comum vão receber 1.566,42 euros por mês, o que corresponde a um horário semanal de 40 horas, acrescenta a ACSS. O Norte é a região do país com mais vagas (612), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (539), Centro (323), Algarve (82) e Alentejo (58). Os Açores e a Madeira têm 52 e 34 vagas, respectivamente. Apesar de haver 1777 candidatos e o ministro ter chegado a anunciar a abertura de 1800 vagas, o presidente da Associação Nacional de Estudantes de Medicina, Manuel Abecasis, mostrou-se satisfeito com o resultado do concurso deste ano porque, explicou, "há sempre candidatos que acabam por desistir" e o número de vagas revelou-se suficiente. Abecasis está agora preocupado com o próximo ano, quando os internos do ano comum começarem a formação na especialidade, por temer que não haja vagas para todos. "Este ano já foi muito difícil [assegurar vagas]" e até se recorreu, pela primeira vez, a hospitais privados, lembrou. Os novos licenciados fazem um ano de formação comum e no segundo escolhem as especialidades”.