sábado, janeiro 10, 2009

Campos e Cunha foi aos Açores fala da crise e do futuro

Li hoje no Açoriano Oriental, num trabalho do jornalista Rui Leite Melo, que "a participação pública é indispensável para se ultrapassar a crise económica. Quem o diz é Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças de Sócrates, que ontem esteve na Universidade dos Açores para falar sobre "políticas económicas em tempos difíceis". Campos e Cunha não duvida que a solução para uma cabal resposta do país à actual conjuntura internacional tem de passar por políticas económicas que não ponham em causa a sustentabilidade das finanças públicas no longo prazo. Ou seja, "devemos virar o investimento para pequenos projectos que podem ser rapidamente levados à prática, pois, os grandes projectos absorvem muito crédito e só podem ser levados à prática em dois ou três anos, o que é tempo demasiado", defendeu Campos e Cunha, que acrescentou: "este esforço deve ser feito numa coordenação entre o governos central, autarquias e governos regionais, que muitas vezes têm em carteira muitos pequenos projectos que podem arrancar de um momento para o outro". O antigo ministro remata a sua opinião, salientando que a solução para os Açores será a mesma: "o investimento público é uma opção que deve ser relevada mas devem ser pequenos investimentos públicos, localizados a merecerem atenção. Investimentos em áreas em que estamos carenciados, que não implicam custos para o futuro, que até permitam um país mais bonito e que possam assegurar melhor futuro". Esta é uma opinião que, em traços gerais, é partilhada por Mário Fortuna, presidente da Delegação dos Açores da Ordem dos Economistas, responsável pela organização da conferência de ontem. Para aquele conceituado gestor, "falar da participação pública na resolução desta crise é indispensável. São as políticas públicas que determinam de forma muito acentuada a economia e, portanto, o sector público é um interveniente indispensável neste processo. Falar agora de economia é fundamental considerar um gesto de boa cidadania". Outra opinião comum aos especialistas que ontem tomaram parte activa na discussão sobre "As políticas económicas em tempos difíceis", promovida pela delegação local da Ordem dos Economistas foi a de que, não estando imune à crise internacional, a economia dos Açores possui algumas características que poderão, eventualmente, fazer suportar melhor os tempos difíceis que se adivinham".

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