sábado, janeiro 10, 2009

Açores: famílias dizem que sai mais barato colocar idosos em instituições

Olha o "paraíso"! Segundo o Correio dos Açores, "quem tem idosos acamados ao seu cuidado garante que a maioria das necessidades não é comparticipada, ao contrário do que acontece em instituições. Há falta de apoios para quem tem idosos ao seu cuidado em casa. A queixa vem de quem vive a situação na pele. Em muitos casos torna-se mais fácil e económico colocar os idosos em instituições. A situação é mais grave no caso de idosos acamados. O apoio domiciliário presta serviços uma vez por dia e somente em dias úteis, uma ajuda que se torna inviável, por exemplo, no que toca à mudança de fraldas. Quem tem um idoso imobilizado e não o consegue auxiliar durante 24 horas por dia, necessita obrigatoriamente de contratar alguém. Uma despesa que não é comparticipada pelo Governo Regional. Para além do acompanhamento diário, a imobilização dos idosos requer ainda material específico, que regra geral é bastante dispendioso. O idoso necessita, por exemplo, de uma cama articulada, que não tem qualquer comparticipação. Como passam necessariamente demasiado tempo na mesma posição, é preciso igualmente um colchão anti-escaras, para prevenir o aparecimento de feridas. Mais uma vez, o valor do colchão não é reembolsado. Mesmo sem contar com as despesas do dia-a-dia, há ainda um conjunto de outras necessidades a nível de material higiénico e resguardos que também são ignorados. O Governo Regional fornece fraldas gratuitas, no entanto quem já as requisitou diz que são de baixa qualidade. A solução passa por outra marca comparticipada em cerca de 50%. No que diz respeito aos cuidados de saúde, os idosos têm direito, a serviços de enfermagem diariamente, de forma gratuita. Mas no caso do apoio médico, a situação é diferente. Uma consulta domiciliária, orçada em 75 euros, por exemplo, é reembolsada em 75 cêntimos".

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