Segundo o Jornal I, "mais de 80% são contra a abertura de fronteiras para receber mais imigrantes. Mesmo confrontados com as vantagens anunciadas pelo governo relativamente à venda da TAP – a assunção do passivo financeiro pelo comprador, os 300 milhões de euros que serão injectados na empresa e os 20 milhões pagos directamente ao Estado –, 64,1% dos inquiridos são contra a venda da transportadora aérea nacional. Recorde-se que a venda da TAP foi suspensa depois de o governo ter considerado que o empresário colombiano Efromovich não tinha apresentado garantias bancárias. A venda da TAP é defendida por apenas 19,1%, enquanto 16,9% não sabem ou recusam responder. Contra a venda da transportadora aérea estão predominantemente os maiores de 55 anos, das classes mais baixas e que votaram nos partidos de esquerda nas últimas eleições legislativas. O barómetro i/Pitagórica incluiu também uma pergunta sobre quais são, na opinião dos inquiridos, os mercados prioritários para apostar com o objectivo de aumentar as exportações. A União Europeia aparece num curioso terceiro lugar – provavelmente por efeito da crise da zona euro, que está a levar à recessão um pouco por toda a União. A maioria dos inquiridos defende que Portugal deve apostar em Angola (28,7%) e no Brasil (25,7%). Estados Unidos e mercados emergentes como a Índia e a China ficam nos últimos lugares. São muito poucos os inquiridos que os consideram mercados de exportação. A perda de população em Portugal não comove a esmagadora maioria dos inquiridos, que se recusa a defender uma política de maior abertura à imigração: 80,8% são contra a abertura das fronteiras para fazer face ao problema demográfico. Também é uma maioria – embora mais curta, 51,5% – que considera que em Portugal não existe uma política de integração de imigrantes correcta. Afirmam 29,4% que essa política existe, enquanto 19,1% não sabem ou não responderam".