Escreve a jornalista do Público, Raquel Almeida Correia que “os prejuízos das sete empresas públicas, ligadas ao sector dos transportes, que mais pesam nas contas do Estado subiram praticamente 80 por cento em 2010. No total, estas empresas atingiram um resultado líquido negativo de 978 milhões de euros. Metro do Porto e a CP representam 56 por cento das perdas conjuntas. Ontem, foram conhecidos os resultados da Metro de Lisboa, que, apesar de melhorias no resultado operacional e no EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciações e apreciações), registou nova derrapagem nas contas. No ano passado, a empresa, que entrou no perímetro de consolidação do défice (tal como a Metro do Porto e a Refer), sofreu perdas de 151,4 milhões de euros. Valor que compara com os 148,6 milhões do ano anterior (ver caixa). Esta quebra veio agravar ainda mais o cenário de descida no resultado líquido das empresas públicas ligadas ao sector dos transportes. Com os indicadores divulgados pela Metro do Porto, o prejuízo conjunto destas sociedades subiu para 978 milhões de euros, sem incluir as contas do grupo Transtejo, que não apresentou ainda os resultados do ano passado.Estes prejuízos de 978 milhões de euros representam uma subida de 79,6 por cento face ao exercício do ano anterior. E uma diferença de 433,4 milhões de euros, já que, em 2009, o resultado foi negativo em 544,6 milhões. As transportadoras que mais pesaram nestas perdas são a Metro do Porto e a CP, que registaram prejuízos de 351,8 e 195,2 milhões de euros em 2010, respectivamente. No entanto, não foram estas as empresas que assistiram ao maior agravamento do resultado líquido, uma vez que, nos dois casos, o aumento das perdas rondou 150 por cento.
TAP liderou derrapagem
No ano passado, foi a TAP que sofreu a maior derrapagem, ao registar uma subida de 1411 por cento nos prejuízos, que passaram de 3,5 para 52,9 milhões de euros, de acordo com o relatório e contas da Parpública. Já a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) encerrou 2010 com um resultado líquido negativo de 37,9 milhões de euros - mais 60,6 por cento do que no exercício anterior. A Refer teve perdas de 146,5 milhões, que comparam com os 112,8 milhões de 2009. E a Carris, tal como o Metro de Lisboa, sofreu um ligeiro agravamento de 1,9 por cento, alcançando prejuízos de 42,3 milhões. Recorde-se que o memorando de entendimento assinado com a troika impõe que, até Julho, o novo Governo avalie os planos de redução de custos no Sector Empresarial do Estado (SEE) e fixe os novos limites ao endividamento nas empresas públicas”.
TAP liderou derrapagem
No ano passado, foi a TAP que sofreu a maior derrapagem, ao registar uma subida de 1411 por cento nos prejuízos, que passaram de 3,5 para 52,9 milhões de euros, de acordo com o relatório e contas da Parpública. Já a Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP) encerrou 2010 com um resultado líquido negativo de 37,9 milhões de euros - mais 60,6 por cento do que no exercício anterior. A Refer teve perdas de 146,5 milhões, que comparam com os 112,8 milhões de 2009. E a Carris, tal como o Metro de Lisboa, sofreu um ligeiro agravamento de 1,9 por cento, alcançando prejuízos de 42,3 milhões. Recorde-se que o memorando de entendimento assinado com a troika impõe que, até Julho, o novo Governo avalie os planos de redução de custos no Sector Empresarial do Estado (SEE) e fixe os novos limites ao endividamento nas empresas públicas”.
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