terça-feira, setembro 08, 2009

Angola reclama 104 milhões que terão desaparecido no Banif

O assunto foi hoje primeira página no Jornal I num texto do jornalista Carlos Madeira "o procurador-geral da República de Angola reúne com Pinto Monteiro em Setembro para discutir a investigação sobre os 104,6 milhões de euros desaparecidos. Horácio Roque diz que se trata de "um problema do Estado angolano". O Estado de Angola está a reclamar a propriedade de parte do capital do Banco Internacional do Funchal (Banif) e a Procuradoria-Geral da República de Portugal tem a correr uma investigação para estabelecer se Angola é, ou não, accionista do banco. "Se as acções foram de facto compradas com o dinheiro de Angola, é evidente que o Estado reclama a correspondente participação no capital social do Banif. O desejo é ter as acções", diz ao i, sob anonimato, uma fonte de Luanda conhecedora deste imbróglio que começa nos anos 90, quando o Estado angolano mobiliza 150 milhões de dólares para comprar 49% do Banif. Hoje, o caso envolve já as mais altas figuras do Ministério Público dos dois países e, entre 15 e 22 de Setembro, o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, irá receber em Lisboa João Maria Moreira de Sousa, procurador- -geral da República de Angola, para discutir o assunto. No Banif, apesar de tudo, reina a calma. "Se o Estado de Angola reclama acções do Banif, esse é um problema do Estado angolano", diz Horácio Roque, o líder do banco, ao i. E acrescenta: "Nesta altura, que seja do meu conhecimento, o Estado de Angola não é accionista. O banco sabe quem são os accionistas" e está "cotado em bolsa" desde 1992. As "autoridades sabem que tem acções", adianta o comendador. Esta história começa em 1994, quando Angola mobiliza 150 milhões de dólares (104,6 milhões de euros) para comprar 49% do Banif através de intermediários portugueses. O então advogado do presidente de Angola, Francisco Cruz Martins, e o empresário António Figueiredo, líder do grupo ETE (Empresa de Tráfego e Estiva), compraram acções do banco. De resto, o advogado enviou para Angola uma nota de honorários no valor de 19 milhões de euros, reclamando o pagamento dos seus serviços: justamente a compra de 49% do Banif". Leia o texto todo aqui.

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