quinta-feira, setembro 11, 2008

Os 80 anos do sr.Adelino não lhe dão o direito a ser mentiroso

Já tive oportunidade de dizer repetidamente que uma coisa é o debate político, a troca de ideias políticas entre pessoas que livremente pertencem a partidos diferentes e pensam de forma diferente, em que estou sempre disponível para um combate sem ofensas, num quadro de respeito entre os protagonistas – porque acho que ninguém tem a obrigação de recorrer ao insulto só porque é do PSD ou porque é da oposição. Não me incomoda. Podemos divergir, acho que temos o direito de divergir, porque senão tudo isto soaria a falso e a hipocrisia. O que não impede alguma concordância mesmo que pouco frequente. Se todos pensássemos da mesma maneira, de todos fôssemos obrigados a pensar todos da mesma maneira, para que precisávamos de partidos? Mas respeitando-nos sempre. Mas quando se confundem as coisas e se constata que pessoas, que não conheço de lado nenhum, mas que tenho a obrigação de respeitar, sobretudo pela idade avançada e pelo desespero que eu compreendo e lamento, no seu desvario mental doentio começam a insinuar sem vergonhices, das duas uma: ou saltamos ou respondemos. Fico-me por esta.
A meio da tarde de hoje - e é por causa disto que deixo este comentário - uma jornalista do Tribuna da Madeira que não conheço, telefona-me com esta intenção: um tal senhor Adelino (?) – que depois percebi ser o proprietário do tal terreno alvo de uma disputa de expropriação com o Governo Regional hoje noticiado pelo DN – andou a insinuar aos berros hoje de manhã que o Governo ia deitar a casa dele abaixo, que lhe queriam roubar terrenos, porque desviaram o traçado da estrada (de um dia para outro!...) para não derrubar a casa de uma pessoa sua vizinha que tinha um familiar do governo. Depois, como era preciso falar em nomes, toca a vomitar, falava de um familiar do Filipe Malheiro! Ou seja, segundo ele, eu tinha andado a mafiar não sei com quem, para que desviassem o traçado de uma estrada, que me consta estar construída de nascente e de poente, faltando apenas aquele percurso para ficar devidamente unificada, para que não deitassem abaixo a casa de um familiar.
Oh raio! Tenho-me por uma pessoa que, mais coisa menos coisa, sabe a família onde vive. Evidentemente que neguei à jornalista qualquer veracidade nesse argumento – nem podem sequer dizer que me envolvo nesse tipo de posturas, pelo contrário, até tenho sido demasiado “tolerante” e passivo perante arbitrariedades despoletadas por pura vingança por parte de instituições autárquicas contra familiares meus. Neguei, desde logo porque não tenho familiares no local, em segundo lugar porque o único espaço (pertencente ao meu sogro) existente naquela zona fica junto ao pavilhão e também foi expropriado para a referida estrada. Como sei que algum “jornalismo” mais maçarico dá tudo o que ouve por adquirido, resolvi usar este espaço, que é meu para negar tudo o que esse individuo com 80 anos (bela idade para ter mais juízo e deixar de ser mentiroso) e lamentar que pessoas com responsabilidades se transformem em meras caixas de ressonância, ainda por cima trabalhando à secretária e ao telefone, em vez de procurarem, como lhes competia, nas fontes de informação adequadas (registo de terrenos, editais de expropriação com identificação dos donos dos terrenos, valores pagos pelas expropriações, o dos titulares dos prédios, consulta do traçado da estrada constante do projecto inicial, comparação com o traçado actual e final, etc) os elementos essenciais opara desmistificar estas trapalhadas de gente medíocre. Como nunca ouvi nada do género – telefonei à SR do Equipamento Social onde me informaram que já tinham ouvido falar disso mas que eu não devia ligar! Se dizem que o senhor titular da dita cuja fez isto ou aquilo, é logo desmentidos e ameaças. No caso da plebe, o diz-se, diz-se é para ninguém ligar. Enganam-se. Seguiu-se o contacto com o advogado do próprio octogenário, pelo simples facto de o conhecer há muitos anos e ter dele, tenho dele, a ideia de ser uma pessoa séria. Não me foi capaz de dar uma explicação plausível, mas a dado momento falou-me de um nome - Ladeira – e eis que então se fez luz. O tal meu familiar era o Ricardo Ladeira, antigo jogador do Marítimo e do Nacional, agora docente de educação física. Mas para o tal Adelino, nos seus 80 anos que parecem dar-lhe o direito a asneirar tudo o que lhe vem à cabeça, a opção foi avançar com outro nome que “vendesse” melhor. O meu, por sermos cunhados! Está enganado comigo. Porque o chamo de mentiroso. Sei que esse meu cunhado viveu nessa zona com os pais, já falecidos, assim como sei que ele nunca me falou desse assunto. Hoje já não vive lá (e se vivesse e a acasa dos paises tivesse que ser deitada abaixo garanto que ele não ousaria me envolver o asssunto, porque estamos a falar de gente séria, sr. Adelino), pelo contrário, continua a braços com uma atitude petulante da Câmara do Funchal que, movida por um puro sentimento vingativo saloio - só pode ser - insiste em não legalizar a sua moradia com base em argumentos da treta. Mas que me fazem lembrar os tais 40 ou 50 centímetros de altura a mais numa viga qualquer, que numn caso foram suficientes para um acelerado embargo de obras num prédio em construção em S.Martinho (situação depois resolvida, tal o absurdo), num preciosismo (vá lá saber-se porquê…) mas que já não chegaram a tempo para outros embargos, esses sim, vergonhosamente tardios e em pleno centro da cidade, bem à vista de todos e numa atitude que aparenta ser de descarado abuso de poder por parte dos promotores. Confesso que pensei processar o tal Adelino por difamação. Cheguei a contactar um advogado, mas desisti. Fi-lo não por ter medo seja do que for, ou por não ter a consciência perfeitamente limpa e tranquila, mas porque percebi que ele teria que provar o que disse à vista de tanta gente. Como nunca, repito, nunca, poderia fazê-lo, porque ninguém transforma em verdade uma mentira descarada, que eu atribuo ao desespero próprio de quem é expropriado, ainda por cima na idade avançada em que se encontra – mas isso não lhe dá o direito à asneirada – temi que corresse o risco de perder ainda muito mais do que já perderá, segundo ele revela hoje ao DN. Finalmente, senhor Adelino, um conselho: não julgue todos em função das ideias que tenha construido de outras pessoas, não emita juízos de valor em função dos problemas que tenha, por exemplo com outras expropriações ainda não pagas, um problema que não é só seu. Porque mais do que cometer uma injustiça, corre o risco de difamar pessoas que não conhece, podendo encontrar nalgumas, menos tolerância do que aquela que lhe estou a emprestar, acabando por pagar pelos erros que comete. Dos órgãos de comunicação social, ou melhor, de alguns dos candidatos a profissionais numa actividade séria e que exige verdade, como o é jornalismo, mais do que a convicção de que não se limitam a ser caixas de ressonância de insultos mentirosos, fica a esperança que ao menos disponham de uma “coisa” muito importante que se chama “agenda”. Os mais antigos e experientes dar-lhes-ão umas dicas.

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