Moçambique: Centro de Reabilitação Psicossocial das Mahotas
Em Março passado escrevi neste blogue: "O CRPS - Centro de Reabilitação Psicossocial das Mahotas aberto em 1998, situa-se no bairro das Mahotas e pertence a Província Portuguesa da Congregação de Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Congregação esta que surge a convite do Governo Moçambicano para colaborar na assistência às pessoas com doenças mentais internadas no Hospital Psiquiátrico de Infulene, onde as Irmãs apoiaram a Instituição de 1990 a 1997. Um ano depois abre o Centro de Reabilitação Psicossocial das Mahotas para atender adultos em regime de Centro de Dia prestando cuidados de enfermagem. Após as cheias de 2002 surgem outras carências as quais a congregação sentiu necessidade de responder: crianças com multidificiência, HIV/SIDA, tuberculose e subnutrição. Assim,o Centro de reabilitação Psicossocial das Mahotas deu então início a uma nova missão na área de reabilitação infantil. Este Centro é representado pelas Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus mais, propriamente pelas Irmãs Isabel e Alcina. Elas cuidam de crianças com doenças psico-mentais, crianças que padecem de HIV e crianças órfãs entre as quais 65 são doentes internadas, 40 são doentes não internadas que fazem consultas semanalmente e de várias famílias muito necessitadas a quem semanalmente fornecem alimentação. O Centro abrange crianças das zonas de Mahotas, Magoanine e CMC. Provavelmente ali todos passaríamos a dar outro valor à vida e a ter uma outra perspectiva do sofrimento humano, da doença, do abandono de crianças, da pobreza, da amplitude de doenças severamente fatais, da carência extrema de um povo que não merecia estar a sofrer o que sofre, um povo que precisa cada vez mais de nós. Mesmo longe, elas sabem que passei a ter esta instituição no meu coração e que tudo farei, tudo, para ajudá-las". Um grande abraço, de profundo respeito às Irmãs, na pessoa da Irmã Celeste Martins, pelo tremendo, esforçado e dedicado trabalho diário que ali realizam, particularmente com crianças, algumas delas com poucos anos de idade, mas que ou abandonadas pela família, ou estão doentes, muitas delas afectadas pela SIDA. Embora lamente tudo isso, ainda por cima num país pobre e onde o seu povo parece esquecido - provavelmente por não ter tido a sorte de encontrar petróleo e diamantes no seu território!... - entristece-me esta insistente marginalização dos seus doentes, particularmente das crianças e dos mais idosos, embora fique satisfeito por saber que graças às Irmãs Hospitaleiras, nas Mahotas e na Matola eles sofreem menos e contam com o vosso cuidado. Mesmo que sejam cada vez mais as crianças doentes, que vos batem à porta a pdir apoio e abrigo. Continuarão sempre a contar comigo. Pelo respeito imenso, do tamanho do mundo, que tenho por vós. Irmãs.
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