terça-feira, agosto 19, 2008

A propósito de concessões

A poropósitio das concessões e de um leitor deste blogue (NF) recebi um comentário que me limito a transcrever porque acho que representa o pensamento de sectores da sociedade madeirense: "Apenas uma reflexão que partilho sobre a febre das concessões... pois a procissão ainda vai no adro. Não só de estradas... vivem os caçadores de património público. Alguns exemplos: os portos já rendem, os aeroportos estão em estudo, os hospitais vão a caminho, os exames e cirurgias na saúde á beira da total privatização, os estacionamentos e inspecções dão grande lucro, até o lixo e as levadas, os transportes urbanos e de doentes, a electricidade são negócios apetecidos, sem esquecer a água que vale ouro. Quem sabe um dia a gestão privada também chegará às expropriações (às vezes até parece), ao parque natural, aos parques empresariais, aos lares de idosos, às casas da cultura, aos museus, às escolas, às piscinas, aos muitos centros... abastecedores, desportivos, de saúde e aos cívicos também... enfim um infindável "filão" por explorar da coisa pública. Em relação às praias faz parte da boa tradição concessionar a orla costeira a privados, como há muitos anos começou por acontecer no Funchal. Sem contrapartidas, foram entregues áreas de mão beijada e até marinas, Funchal e Lugar de Baixo (em breve). Não admira que agora se repita a história no Porto Santo. E depois... virão outros "areais": Calheta, baía de Machico, Prainha, Seixal e a futura/nova Praia Formosa. Onde houver dinheiro fácil... lá estarão "eles" prontos a servir (em-se). E por este andar... chegará o tempo em que os "gestores públicos" vão limitar-se a prestar contas (do lucro) a privados, se bem que alguns já o fazem! Em suma... é sempre o povo a pagar a factura, mas cuidado... não nos tomem por tolos. "Pior cego é aquele que não quer ver"... e graças a Deus muitos vem tudo "clarinho" como água".

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