terça-feira, agosto 19, 2008

Numa cidade à beira dos 500 anos

Na sequência do comentário aqui publicado acerca das condições propiciadas aos utilizadores da zona das Docas, no Porto Santo, a partir de determinada hora da noite, e particularmente no que a instalações sanitárias disponíveis diz respeito, recebemos de um leitor deste blogue um comentário que, pela sua natureza e acuidade, me atrevo a publicá-lo por constituir uma opinião a ter em consideração. No fundo este blogue também quer ser isso mesmo, um espaço de expressão válido de toda as pessoas que a ele acedem: "Vai-me desculpar mas já que abordou o tema acho no mínimo oportuno relatar o que se passa noutra banda, ou seja na cidade que comemora o 5º centenário, onde infelizmente persistem situações de 3º mundo. Limito-me a apontar um caso que não será de menor importância numa terra que vende... o bem receber. Na Marina do Funchal não há instalações sanitárias públicas. Todos os dias vemos ali muita gente "apertadinha", especialmente turistas, à procura de um local onde satisfazer necessidades básicas. Há anos que é assim, apesar de ali se desenvolverem várias actividades económicas: náuticas, marítimo-turísticas, comércio, lavandaria e restauração, etc. Sendo as instalações sanitárias da Marina do Funchal, exclusivo para os "sócios", é inaceitável que adultos e crianças que por ali passam tenham que pedir "por favor" para terem acesso a instalações sanitárias privadas. A alternativa é ir a correr até às existentes junto à esplanada do "defunto" balão panorâmico ou então desenrascar onde se estiver ou der mais jeito. Por altura dos grandes eventos de animação, como o Fim de Ano, o Carnaval, a Festa da Flor, os espectáculos piro-musicais do Festival do Atlântico e ainda há dias com a concentração com a projecção dos 500 Anos do Funchal no Palácio de São Lourenço. Noutros pontos turísticos como o Cabo Girão, Encumeada, etc..., existem estruturas de apoio. Será que a marina e o cais do Funchal, é uma zona de excepção? Um pequeno/grande "pormenor" entre outros: os fumos e mau cheiro de "porcaria"e ainda do lixo acumulado na Marina do Funchal. Haverá desleixo ou incompetência na fiscalização? Em suma, tudo isto revela a falta de sensibilidade de quem de direito, incluindo dos concessionários. Talvez a nova administração dos Portos da Madeira dê mais atenção a estes detalhes".

Sem comentários:

Enviar um comentário