quinta-feira, maio 08, 2008

PSD: Jardim e as assinaturas

Fui hoje contactado por três jornalistas de órgãos de comunicação social nacionais - aos quais agradeço a confiança depositada, provavelmente pela certeza, que alguns colegas da Região lhes transmitiram, de que quando não sei o que pretendem sobre qualquer assunto em concreto, lhes digo sempre que não sei... - que me pareciam estar claramente "confusos" com um take da agência lusa de informação que tive oportunidade de ler no semanário "Sol": "Um processo de subscrição para formalização de uma eventual candidatura de Alberto João Jardim à liderança nacional do PSD está a decorrer em todas as sedes partidárias na Madeira. Em declarações à agência Lusa, uma fonte do PSD/M salientou que o processo desencadeado hoje visa recolher as 1.500 assinaturas exigidas pelos estatutos do partido para a formalização do projecto e que o seu resultado ficará em suspenso para o «caso Alberto João Jardim decidir avançar para a liderança». A mesma fonte adiantou que o objectivo é que o processo não fique apenas circunscrito às assinaturas dos militantes da Região e possa desencadear uma onda de apoio alargado, a nível nacional, a Alberto João Jardim.Revelou ainda que, nos últimos dias, têm chegado à sede da presidência do Governo Regional da Madeira centenas de e-mails e cartas de apoio de todo País, «incentivando a candidatura de Alberto João Jardim». Este marcou 15 de Maio, após a realização de uma reunião da Comissão Política Regional do PSD/M, como prazo para divulgar a sua decisão concernente à corrida à liderança nacional do partido.Até ao momento, estão formalizadas cinco candidaturas - Manuela Ferreira Leite, Pedro Santana Lopes, Pedro Passos Coelho, Patinha Antão e António Neto Silva. As eleições directas estão marcadas para 31 de Maio". Esclareci, que se trata apenas de um procedimento interno, tomado à cautela, decidido há alguns dias atrás, e que apenas agora foi posto em marcha porque existem impressos próprios para a recolha de assinaturas. Lembram-se do "caso" de Castanheira Barros que há dois anos se apresentou como candidato à liderança do PSD e que depois teve que desistir porque não conseguiu a tempo as 1.500 assinaturas de militantes legalmente exigidas pelos estatutos? Por outro lado recordo que esta situação já tinha sido noticiada pelo DN de Lisboa, no passado 29 de Abril, num despacho da sua correspondente no Funchal. Independentemente da decisão que for anunciada por Jardim - e eu agora não tenho ilusões... - havia a necessidade de todos estes procedimentos internos, obrigatórios, estarem devidamente preenchidos a tempo, porque depois os prazos são curtos. O que se passa é apenas isto. Não há qualquer relação entre este processo e uma eventual candidatura de Jardim que alguns hoje já davam como certa. Posso apenas garantir que foram tomadas outras iniciativas partidárias que apenas ajudarão a fundamentar, de uma forma segura a decisão que Jardim anunciará em 15 de Maio próximo.

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