quinta-feira, maio 08, 2008

PSD: já não vai com aspirinas...

Quando olho para um partido com as responsabilidades do PSD - do qual sou o filiado nacional 838 - e constatou que devido a uma sucessão de acontecimentos que espero que um dia a história aos poucos vá clarificando -particularmente a verdade do processo de demissão de Filipe Meneses e o papel de Santana Lopes neste contexto, bem como qual o enquadramento das eleições de 2009 e do pós-2009 em todos estes folhetins que uma novela que se foi tornando desinteressante - e constato que nem sequer sabem cumprir disposições estatutárias e regulamentares, provavelmente porque andaram a perder tempo com intrigas de salão, marcando congressos provavelmente em datas ilegais; quando olho para um partido que julgo querer ganhar eleições mas que a um ano de um ciclo eleitoral infernal (em 2009) anda a mendigar o pagamento de multas impostas pelo Tribunal Constitucional a prestações porque não lhe dão crédito na banca, quando constato que o secretário-geral ainda em funções, com o devido respeito pela pessoa, em vez de estar calado envolve-se a querer falar sobre tudo, caindo no ridículo de desmentir-se a si próprio como ainda hoje contam no Público, começo a ter uma quase absoluta convicção de que o remédio que este partido doente precisa afinal é bem mais exigente do que julgava. Já não estamos a falar de um simples resfriado que passa com duas aspirinas. Estamos a falar de um estado mental complicado que exige tratamento de choque. O que eu não acredito é que ao chamado partido mais profundo, às bases que regra geral passam o ano desligadas do seu partido, já que apenas são mobilizadas (ou delas se lembram) quando precisam do seu voto,alguma vez tenham a noção da realidade.

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