sexta-feira, janeiro 16, 2015

Sondagem: portugueses contra privatização da TAP

Uma "sondagem Correio da Manhã/Aximage revela que 46% defendem que o Estado não deve vender, mantendo todo o capital. O Governo aprovou esta quinta-feira em Conselho de Ministros o caderno de encargos da reprivatização de 66% do capital social da TAP (61% de venda direta de referência e 5% para os trabalhadores), mas a maioria dos portugueses, segundo uma sondagem CM/Aximage, está contra a venda da companhia aérea nacional. De acordo com a sondagem, realizada nos dias 9 a 12 deste mês, 46% dos inquiridos estão contra a venda da TAP e defendem que o Estado deve manter todo o capital; 33,7% aceitam a venda parcial da companhia, ficando, no entanto, o Estado maioritário; 9,2% admitem a venda, ficando o Estado minoritário; e apenas 8,6% aceitam a venda total. Numa análise por partidos políticos, verifica-se também que mesmo os eleitores da direita estão contra a privatização: 39% dos eleitores do PSD acham que o Estado não deve vender, mantendo todo o capital, e apenas 15,4% concordam com a venda total. Na área do CDS, 49,3% defendem que o Estado não deve vender, mantendo todo o capital, e apenas 21,9% aceitam a venda total. Já os eleitores do PS são inequívocos: 54,2% acham que o Estado não deve vender, mantendo todo o capital, e apenas 2,1% aceitam a venda total. De modo a garantir a paz social e laboral, o Governo garantiu esta quinta-feira que o futuro dono da TAP, que será escolhido até ao final do primeiro semestre deste ano, ficará impedido de fazer despedimentos coletivos enquanto o Estado for acionista ou nos primeiros dois anos e meio após a venda. Garantiu também que a marca TAP fica assegurada, e a sede e direção efetiva do grupo continuam a estar localizados em Portugal.
FICHA TÉCNICA
Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.
Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 601 entrevistas efectivas: 274 a homens e 331 a mulheres; 108 no Interior Centro Norte, 162 no Litoral Centro Norte, 92 no Sul e Ilhas, 165 em Lisboa e Setúbal e 74 no Grande Porto; 155 em aldeias, 205 em vilas e 241 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o TRABALHO de campo decorrido nos dias 9 a 12 de Janeiro de 2015, com uma taxa de resposta de 82,8%.
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 601 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,00%).
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz"