Segundo o Jornal I, “antes das eleições presidenciais, haverá
legislativas. E antes da Assembleia da República, os portugueses terão de
escolher os seus representantes em Bruxelas. Mas, nas contas para 2016, os
inquiridos continuam a preferir Marcelo Rebelo de Sousa sobre todos os
potenciais adversários. Mesmo que o comentador e ex-líder do PSD perca, como perdeu,
quase dez pontos de vantagem sobre António Costa. Maior tombo que Marcelo, só
mesmo o de Durão Barroso. O presidente cessante da Comissão Europeia - o
mandato termina em Outubro - disse há uma semana, em entrevista ao
"Expresso", não ter "qualquer intenção de ser candidato a
presidente" da República. São "30 anos de vida política muito
intensa", justifica o ex-primeiro-ministro. Os inquiridos não conheciam as
declarações do social-democrata quando responderam ao inquérito, mas Durão
Barroso perde 10,9% em Março, caindo para uns negativos 19,9 pontos - o
desinteresse por Belém não era, de resto, matéria que o governante tivesse
mantido em segredo. Marcelo, por comparação, perde pouco menos (8,2 pontos),
mas continua na frente das ainda distantes eleições do início de 2016. No
pelotão da frente para a sucessão de Cavaco Silva continuam António Costa e Rui
Rio. O presidente da câmara de Lisboa chegou a "roubar" o
protagonista a Marcelo, surgindo em primeiro lugar nas preferências entre Julho
e Dezembro do ano passado. No início deste ano, Costa voltou à segunda posição,
perdendo neste barómetro duas décimas, para os 38,2% de opiniões positivas. De
autarca para ex-autarca, Rui Rio, que fecha o grupo de figuras com imagem
positiva, também cai - um ponto e meio - para a terceira posição mais frágil
que revela até ao momento (22,9%). Depois disso, todos os potenciais candidatos
a Belém (uns mais prováveis que outros) estão na margem vermelha. António
Barreto é o menos negativo (-0,5%), com uma recuperação de mais de cinco pontos
em Março. Mas - excepção para Durão Barroso - todas as figuras melhoram a sua
imagem junto dos inquiridos, em Março. Marques Mendes, José Sócrates e,
sobretudo, Pedro Santana Lopes são os mais positivos entre os negativos. O
provedor da Santa Casa vê mesmo a sua classificação subir 7,1%, ainda que para
os -39,9%. Isto, no mesmo mês em que Santana disse estar disponível para Belém.
Talvez pelo "embate" com José Rodrigues dos Santos, na RTP, José
Sócrates - eterno "vassoura" da lista de potenciais candidatos à
presidência da República - sobe 6,9%, para os quase -50%”
