Escreve o Jornal I que “quer o governo, quer o Presidente da República
perdem popularidade no barómetro i/Pitagórica de Março. A quebra é ligeira
(duas e quatro décimas, respectivamente), mas os mínimos históricos da taxa de
aprovação de São Bento e Belém surgem, agora, a pouco mais de um ponto de
distância. Mais de metade dos inquiridos (50,7%) atribui uma nota muito
negativa ao executivo de Passos Coelho (entre 0 e sete valores). No momento
mais negativo em termos de aprovação dos eleitores, em Março de 2013, o
primeiro-ministro liderou uma equipa com taxas de reprovação na ordem dos
68,3%. Esse cenário está bastante longe, neste momento. Mas a média de notas
atribuídas continua a ser um sete, em 20 valores possíveis. No entanto, há
alterações contrastantes nos dois extremos da tabela. Se, por um lado, se
regista um aumento de 2,5% no número de inquiridos que não hesita em atribuir
uma nota muito negativa ao governo, por outro lado, há também um aumento de
1,2% na escolha das notas mais altas (entre 14 e 20 valores). Neste barómetro -
realizado na mesma altura em que se se discutia a permanência dos cortes em
salários e pensões -, 13,7% dos portugueses considera que o governo merece nota
máxima. O eleitorado que concede estes resultados ao executivo de Passos é o
mesmo que, em Março, fixa a taxa de reprovação ao governo de maioria nos 70%.
Sete em cada dez portugueses estão insatisfeitos com o rumo que o país leva e
com as políticas que têm indicado uma estrada de sentido único na direcção da
austeridade. O próprio Presidente da República já teve, também ele, dias mais
brilhantes. Pelo terceiro mês consecutivo, Cavaco recua no índice de
popularidade dos portugueses, recolhendo uma nota de 7,2 em 20 pontos
possíveis. O universo de notas mais elevadas (atribuídas por 12,7% dos
inquiridos) mantém-se, face ao último barómetro. Mas, o recuo na avaliação
intermédia (em 3,6%) é compensado com a entrada desse grupo para o nível mais
baixo da tabela. A maioria dos portugueses (51,9%) não vai além dos sete
valores, quando solicitados a classificar a actuação do Presidente da República”.
