Li no DN deLisboa que “o Ministério Público Venezuelano (MPV) acusou formalmente, o
líder opositor venezuelano Leopoldo López de "instigação pública,
associação para cometer delito, danos à propriedade e incêndio em grau de
determinador [instigador]". A acusação foi confirmada pela
procuradora-geral da República Bolivariana da Venezuela, Luísa Ortega Díaz,
durante uma conferência de imprensa, no mesmo dia em que milhares de seguidores
do líder opositor marcharam em Caracas para pedir a sua libertação. Segundo
fontes jurídicas, se for culpado dos quatro crimes de que é acusado, o opositor
poderá ser condenado a 13 anos, 9 meses e uma semana de prisão. Com 42 anos de
idade e dirigente do partido Vontade Popular, Leopoldo López, entregou-se
voluntariamente às autoridades, as 18 de fevereiro, e foi levado para a prisão
militar de Ramo Verde, a sul de Caracas. López foi investigado pela alegada
responsabilidade em confrontos violentos que começaram a 12 de fevereiro, com
uma numerosa marcha em Caracas, durante a qual três estudantes foram mortos, 66
pessoas ficaram feridas e 69 foram detidas. Há quase dois meses que se registam
diariamente protestos em várias regiões da Venezuela e que, segundo o MPV,
ocasionaram a morte de 39 pessoas, entre as quais oito oficiais da polícia e um
funcionário do Ministério Público. Registaram-se também 608 feridos, dos quais
414 são civis e 194 funcionários policiais e militares.
***
Terminou em
confrontos mais uma manifestação contra o governo de Nicolás Maduro liderada
por estudantes, em Caracas, capital da Venezuela. A violência começou horas
depois de formalizada a acusação contra Leopoldo Lopes, um dos principais
rostos da Oposição a Maduro, apoiado por milhares de venezuelanos.