O antigo presidente do governo dos Açores concedeu uma entrevista - ele precisa de dizer que está vivo, pois caso contrário todos se esquecem do homem - na qual voltou a criticar Seguro, dizendo, entre outras coisas, que Seguro fala demais e não consegue apresentar propostas alternativas concretas. Ninguém no PSD ou no CDS faria melhor! O problema ´que César a dada altura da entrevista diz que foi convidado por Seguro para liderar a lista do PS às europeias de 25 de Maio. Uma hora depois um porta-voz do PS desmentiu essa declaração. Seguro, horas depois, recusou acrescentar mais dizendo que o porta-voz socialista já tinha dito (negado) tudo o que havia a dizer. Os portugueses leram e ouviram isso, ficaram atónitos, mas a comunicação social remeteu o assunto para o caixote do lixo. Meu Deus o que ainda hoje não estaria a acontecer se este episódio tivesse ocorrido no PSD! Nem todas as telenovelas das nossas televisões juntas conseguiam destronar as histórias da carochinha que certamente não faltariam. Afinal o que é que se passou? Foi ou não César convidado? É ou não César um descarado mentiroso? É ou não Seguro, porque negou, um mentiroso hipócrita? De facto a comunicação social precisa muito rapidamente que assumir uma outra postura por muito que não goste de Passos Coelho, como eu não gosto. Mas deontologicamente, e em nome da verdade, as coisas não se confundem.

