Li aqui que o “número
de processos de insolvência registou o máximo histórico no segundo trimestre de
2013, atingindo os 5 045 processos, ultrapassando assim a barreira dos 5000
desde o início da crise. Embora nos dois últimos trimestres do ano tenham
registado um ligeiro decréscimo, no total do ano registaram-se 18800 novos
processos, mais 17% que no ano anterior. De acordo com o Departamento de Gestão
de Risco da Crédito y Caución o aumento significativo das insolvências
verificou-se no primeiro trimestre de 2009, quando superou os mil processos.
Este crescimento foi progressivo ao longo de sete trimestres, e no primeiro
trimestre de 2011 ultrapassou os 2000 processos trimestrais. Os 4000 processos
foram superados no quarto trimestre de 2012, com um novo máximo a ser atingido no segundo
trimestre do ano passado, mais de 5000. "No segundo semestre de 2013
registaram-se alguns sintomas de melhoria e alguns setores muito ligados ao
comércio interno mostram níveis inferiores aos verificados em 2012. Esta
evolução dos níveis de bancarrota coincide com a nossa perceção dos níveis de
incumprimento em Portugal, que melhoraram especialmente na segunda metade do
ano, fruto de uma criteriosa seleção do risco por parte das nossas
empresas", afirmou Paulo Morais, Diretor da Crédito y Caución em Portugal
e Brasil. Acrescentando que "o investimento em Portugal para 2014 será
complicado e arriscado, mas estamos perante os primeiros indícios de uma
melhoria geral nos níveis de bancarrota e incumprimento”. Quatro em cada dez
processos são relativos a empresas, o que totaliza cerca de 7121 casos de
insolvência. Os restantes 11 684 são relativos a pessoas físicas. O estudo
indica ainda que o aumento das insolvências não se verificou de igual forma em
todos os setores. Os serviços correspondem a quatro em cada 10 processos,
"o crescimento da insolvência judicial alcança os 32%( entre 2012 e 2013),
ilustrando bem as dificuldades que as pequenas empresas, a restauração e o
comércio atravessam". Já o setor da indústria automóvel registou um
agravamento de 16%. Por outro lado, há setores onde se verificaram melhorias em
2013 face a 2012,l como os eletrodomésticos com menos 14% de insolvências,
setor têxtil (-32%), brinquedos (-20%) e construção (-12%)”