Segundo o jornalista do Sol, Hugo Alegre, "lesionado por um professor de geografia, Falcao vive um autêntico contra-relógio para conseguir estar no Brasil. Há mais cinco internacionais numa luta 'contra' o corpo. A pouco mais de quatro meses do pontapé de saída, o Campeonato do Mundo de futebol está em risco de ficar desfalcado. Radamel Falcao é a figura de cartaz de uma lista de seis jogadores lesionados que travam uma luta contra o tempo para poderem marcar presença com as suas selecções no Brasil. O internacional colombiano, aclamado por muitos como o melhor avançado do mundo, lesionou-se com gravidade na semana passada, muito por culpa de um professor de geografia com queda para a bola. No jogo da Taça de França entre o Mónaco e o Chasselay, da 4.ª divisão, Soner Ertek teve uma entrada mais ríspida que obrigou o antigo ponta-de-lança do FC Porto a deixar o relvado de maca.
“Lamentarei toda a vida se se confirmar que ele perderá o resto da época e o Mundial”, desabafou quase em lágrimas o futebolista amador no final do encontro. Mas os exames revelaram o pior cenário: uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Uma lesão grave que, segundo explicou ao SOL o recuperador e preparador físico Márcio Sampaio, obriga a uma paragem “geralmente de quatro a seis meses”. Este prognóstico pode afastar Falcao da mais prestigiada prova de selecções, com início a 12 de Junho. Mas não é o único, uma vez que outros habituais internacionais, como o inglês Theo Walcott, o alemão Sami Khedira e o estreante português Bruma, sofreram a mesma lesão e têm em risco a presença no Brasil. Com diagnósticos diferentes, mas a viverem o mesmo drama, estão o costa-riquenho Bryan Oviedo, a contas com uma fractura da tíbia e do perónio, e o chileno Humberto Suazo, que recupera de uma operação ao ombro. “Todos terão poucas hipóteses de chegar ao Mundial em perfeitas condições para ajudar as suas selecções. Até poderão ser convocados, a minha dúvida é que possam estar a 100% das suas capacidades”, sublinha Márcio Sampaio. O antigo elemento da equipa técnica do Sporting (2012/13), agora a trabalhar no Partizani Tirana, da Albânia, aponta “a vontade, o profissionalismo, o psicológico e a dedicação dos jogadores” como factores fundamentais para serem bem-sucedidos na recuperação.
Sem estofo para 90 minutos
Com um pouco de sorte à mistura, Falcao até pode seguir viagem para o Brasil, mas dadas as exigências e a intensidade de uma competição a este nível dificilmente estará apto para ser titular ou alinhar os 90 minutos com a camisola da Colômbia. Uma opinião partilhada por Gérard Saillant, um dos melhores especialistas mundiais em lesões no joelho – operou várias vezes o brasileiro Ronaldo –, que disse à agência espanhola EFE acreditar que o avançado do Mónaco, se não tiver complicações, “poderá jogar uns minutos em cada jogo”. A situação mais delicada, porém, é a de Bryan Oviedo, que enfrenta não só o maior tempo de inactividade previsto, como também o risco mais sério de sofrer uma recaída. O francês Djibril Cissé, por exemplo, sofreu uma fractura idêntica e nunca mais voltou a ser o mesmo. E há casos em que os jogadores tiveram de colocar um ponto final na carreira. Ainda assim, o caso clínico com maior impacto mediático é o de Falcao, a principal estrela do seu país. Além das inúmeras mensagens de apoio, os adeptos dedicaram-lhe músicas de incentivo e até orações de apelo a uma intervenção divina. Nem o presidente da Colômbia escapou à onda de solidariedade. “Estão 48 milhões de colombianos a torcer por ti”, expressou Juan Manuel Santos, antes de fazer as malas e rumar ao Hospital da Trindade, no Porto, onde El Tigre foi submetido a uma intervenção cirúrgica. José Carlos Noronha, o cirurgião ortopedista responsável pela operação, acredita que o colombiano tem 50% de possibilidades de ir ao Mundial: “Mantenho a fé, apesar de ser uma fé com letra minúscula”. Tudo vai depender de como o corpo do jogador reagir, da sua determinação e do trabalho de fisioterapia, que durante as próximas semanas terá lugar no centro de estágio do FC Porto. Para já, Falcao agarra-se às redes sociais para agradecer as manifestações de carinho e mostrar a sua convicção. “Conto com uma esperança do tamanho de um grão de mostarda, que é mais do que suficiente para manter a minha ilusão viva de estar no Brasil. Deus torna possível o improvável”, escreveu no Twitter. Bryan Oviedo, que tem missão ainda mais ‘impossível’ pela frente, não tardou a responder. Com a mesma convicção: “Vemo-nos no Brasil, Tigre”. Se o corpo deixar"
“Lamentarei toda a vida se se confirmar que ele perderá o resto da época e o Mundial”, desabafou quase em lágrimas o futebolista amador no final do encontro. Mas os exames revelaram o pior cenário: uma rotura do ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Uma lesão grave que, segundo explicou ao SOL o recuperador e preparador físico Márcio Sampaio, obriga a uma paragem “geralmente de quatro a seis meses”. Este prognóstico pode afastar Falcao da mais prestigiada prova de selecções, com início a 12 de Junho. Mas não é o único, uma vez que outros habituais internacionais, como o inglês Theo Walcott, o alemão Sami Khedira e o estreante português Bruma, sofreram a mesma lesão e têm em risco a presença no Brasil. Com diagnósticos diferentes, mas a viverem o mesmo drama, estão o costa-riquenho Bryan Oviedo, a contas com uma fractura da tíbia e do perónio, e o chileno Humberto Suazo, que recupera de uma operação ao ombro. “Todos terão poucas hipóteses de chegar ao Mundial em perfeitas condições para ajudar as suas selecções. Até poderão ser convocados, a minha dúvida é que possam estar a 100% das suas capacidades”, sublinha Márcio Sampaio. O antigo elemento da equipa técnica do Sporting (2012/13), agora a trabalhar no Partizani Tirana, da Albânia, aponta “a vontade, o profissionalismo, o psicológico e a dedicação dos jogadores” como factores fundamentais para serem bem-sucedidos na recuperação.
Sem estofo para 90 minutos
Com um pouco de sorte à mistura, Falcao até pode seguir viagem para o Brasil, mas dadas as exigências e a intensidade de uma competição a este nível dificilmente estará apto para ser titular ou alinhar os 90 minutos com a camisola da Colômbia. Uma opinião partilhada por Gérard Saillant, um dos melhores especialistas mundiais em lesões no joelho – operou várias vezes o brasileiro Ronaldo –, que disse à agência espanhola EFE acreditar que o avançado do Mónaco, se não tiver complicações, “poderá jogar uns minutos em cada jogo”. A situação mais delicada, porém, é a de Bryan Oviedo, que enfrenta não só o maior tempo de inactividade previsto, como também o risco mais sério de sofrer uma recaída. O francês Djibril Cissé, por exemplo, sofreu uma fractura idêntica e nunca mais voltou a ser o mesmo. E há casos em que os jogadores tiveram de colocar um ponto final na carreira. Ainda assim, o caso clínico com maior impacto mediático é o de Falcao, a principal estrela do seu país. Além das inúmeras mensagens de apoio, os adeptos dedicaram-lhe músicas de incentivo e até orações de apelo a uma intervenção divina. Nem o presidente da Colômbia escapou à onda de solidariedade. “Estão 48 milhões de colombianos a torcer por ti”, expressou Juan Manuel Santos, antes de fazer as malas e rumar ao Hospital da Trindade, no Porto, onde El Tigre foi submetido a uma intervenção cirúrgica. José Carlos Noronha, o cirurgião ortopedista responsável pela operação, acredita que o colombiano tem 50% de possibilidades de ir ao Mundial: “Mantenho a fé, apesar de ser uma fé com letra minúscula”. Tudo vai depender de como o corpo do jogador reagir, da sua determinação e do trabalho de fisioterapia, que durante as próximas semanas terá lugar no centro de estágio do FC Porto. Para já, Falcao agarra-se às redes sociais para agradecer as manifestações de carinho e mostrar a sua convicção. “Conto com uma esperança do tamanho de um grão de mostarda, que é mais do que suficiente para manter a minha ilusão viva de estar no Brasil. Deus torna possível o improvável”, escreveu no Twitter. Bryan Oviedo, que tem missão ainda mais ‘impossível’ pela frente, não tardou a responder. Com a mesma convicção: “Vemo-nos no Brasil, Tigre”. Se o corpo deixar"
