Escreve o Dinheiro Vivo que "os seis maiores bancos portugueses agravaram prejuízos em 533 milhões de euros, em apenas doze meses, o equivalente a um aumento de 33%. A época dos resultados anuais do sector financeiro português está oficialmente encerrada, depois de a Caixa Geral de Depósitos (CGD) ter ontem apresentado as suas contas de 2013 (ver texto em cima). Depois dos números negativos de 1,6 mil milhões registados em 2012, a banca nacional fechou o ano passado com prejuízos de 2,14 mil milhões de euros. Na prática, isto significa que o sector financeiro português perdeu 6 milhões por dia ao longo de 2013. A análise pormenorizada às contas da banca portuguesa revela que, apesar de terem sido os únicos a conseguir reportar lucros, quer o BPI quer o Santander Totta acabaram por não conseguir evitar quebras de resultados. Se o banco liderado por Fernando Ulrich viu os seus resultados diminuírem 73% para os 66 milhões de euros, já a instituição financeira presidida por António Vieira Monteiro viu os lucros recuarem mais de metade, para os 102 milhões. Já o Banif, o BCP, o BES e a CGD fecharam 2013 com prejuízos. Os números do Millennium foram os mais negativos, com o banco a reportar prejuízos de 741 milhões, ainda assim longe dos mais de mil milhões de euros de perdas arrecadadas em 2012, enquanto que, em sentido inverso, o Banif não fez melhor figura ao apresentar perdas de 470 milhões. Pelo meio ficaram as contas igualmente negativas do BES, em 518 milhões - uma inversão face aos lucros homólogos -, bem como as da CGD, com perdas de 576 milhões de euros.
Observando os vários indicadores financeiros, houve apenas um a conseguir registar uma evolução positiva: os depósitos. Os portugueses apostaram fortemente na poupança, apesar da baixa remuneração destes produtos, e os bancos viram esta rubrica crescer 3% para 203,2 mil milhões de euros no ano passado, face aos homólogos 198,2 mil milhões. Ou seja, um aumento equivalente a quase 5 mil milhões de euros em um ano. Em sentido inverso, e a penalizar as contas dos bancos, esteve a margem financeira - ou seja a diferença entre os juros cobrados no crédito e os juros pagos nos depósitos -, que afundou 18% para os 3,9 mil milhões de euros quando em 2012 tinha atingido os 4,8 mil milhões. A persistência das baixas taxas de juro e os custos que os bancos tiveram de suportar com a ajuda que receberam do Estado, sob a forma de obrigações convertíveis (os CoCos), estão na base desta quebra. O produto bancário, indicador que melhor representa o que poderia ser considerado de receitas dos bancos, também registou uma evolução negativa, aliás a maior entre todos os itens analisados. No conjunto, o produto bancário das seis instituições financeiras portuguesas recuou 23% para os 7,4 mil milhões de euros. Em 2012, tinha alcançado quase 10 mil milhões. Apesar de os banqueiros defenderem que existe cada vez mais uma maior oferta de crédito no mercado, o que é certo é que quer as empresas quer os particulares pediram menos dinheiro aos bancos portugueses. De acordo com os resultados do ano passado, o crédito concedido a clientes registou uma descida de 4% para os 246 mil milhões de euros, o que representa uma redução de quase 11 mil milhões de euros que não saíra da economia real. Já as comissões desceram 7% para os 2,6 mil milhões de euros. Face a estes números negros, 2014 avizinha-se como um ano de desafios para a banca portuguesa"
Observando os vários indicadores financeiros, houve apenas um a conseguir registar uma evolução positiva: os depósitos. Os portugueses apostaram fortemente na poupança, apesar da baixa remuneração destes produtos, e os bancos viram esta rubrica crescer 3% para 203,2 mil milhões de euros no ano passado, face aos homólogos 198,2 mil milhões. Ou seja, um aumento equivalente a quase 5 mil milhões de euros em um ano. Em sentido inverso, e a penalizar as contas dos bancos, esteve a margem financeira - ou seja a diferença entre os juros cobrados no crédito e os juros pagos nos depósitos -, que afundou 18% para os 3,9 mil milhões de euros quando em 2012 tinha atingido os 4,8 mil milhões. A persistência das baixas taxas de juro e os custos que os bancos tiveram de suportar com a ajuda que receberam do Estado, sob a forma de obrigações convertíveis (os CoCos), estão na base desta quebra. O produto bancário, indicador que melhor representa o que poderia ser considerado de receitas dos bancos, também registou uma evolução negativa, aliás a maior entre todos os itens analisados. No conjunto, o produto bancário das seis instituições financeiras portuguesas recuou 23% para os 7,4 mil milhões de euros. Em 2012, tinha alcançado quase 10 mil milhões. Apesar de os banqueiros defenderem que existe cada vez mais uma maior oferta de crédito no mercado, o que é certo é que quer as empresas quer os particulares pediram menos dinheiro aos bancos portugueses. De acordo com os resultados do ano passado, o crédito concedido a clientes registou uma descida de 4% para os 246 mil milhões de euros, o que representa uma redução de quase 11 mil milhões de euros que não saíra da economia real. Já as comissões desceram 7% para os 2,6 mil milhões de euros. Face a estes números negros, 2014 avizinha-se como um ano de desafios para a banca portuguesa"

