sexta-feira, agosto 16, 2013

INE: Produto Interno Bruto diminuiu 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013



O Produto Interno Bruto (PIB) registou, em termos homólogos, uma diminuição de 2,0% em volume no 2º trimestre de 2013, face à variação de -4,1% observada no 1º trimestre, de acordo com a estimativa rápida das Contas Nacionais Trimestrais. Comparativamente com o trimestre anterior, o PIB aumentou 1,1% em volume. A diminuição menos intensa do PIB em termos homólogos no 2º trimestre traduziu sobretudo a redução menos acentuada do Investimento, com destaque para a FBCF em Construção, e a aceleração expressiva das Exportações de Bens e Serviços, em parte associada ao efeito de calendário relativo ao período da Páscoa (celebrada, em 2012, em abril e, em 2013, em março).

Esta estimativa rápida incorpora revisões na informação de base utilizada, nomeadamente os dados mais recentes do comércio internacional de bens, com revisões em termos nominais e ao nível dos deflatores para o 1º trimestre de 2013. Esta nova informação implicou uma revisão em baixa na taxa de variação homóloga do PIB no 1º trimestre de 2013.
Informação metodológica sobre a estimativa rápida

As estimativas rápidas do PIB constituem a primeira indicação sintética sobre o andamento trimestral da economia portuguesa, não se substituindo à divulgação habitual das Contas Nacionais Trimestrais (também designada por estimativa corrente), mais precisa e mais detalhada, que é divulgada 70 dias após o final do trimestre de referência. Estas estimativas rápidas são calculadas recorrendo à mesma metodologia e preferencialmente à mesma informação que as estimativas correntes das Contas Nacionais Trimestrais. A percentagem de informação coberta no momento de fecho da estimativa rápida ascende a 80%. Nas situações em que a informação de base não é completa, são utilizados métodos de previsão e imputação, cuja escolha dependeu dos resultados de diversos testes efetuados para um período relativamente longo. De notar que, embora a percentagem de informação coberta seja elevada, as estimativas rápidas estarão eventualmente sujeitas a revisões mais significativas (comparativamente com a estimativa corrente). Nos testes efetuados desde o 2º trimestre de 2005, o erro absoluto médio da estimativa rápida foi de 0,1 pontos percentuais no que diz respeito às taxas de variação homóloga e em cadeia, quando comparadas com a estimativa corrente. Contudo, deve notar-se que na atual conjuntura económica, à qual estão associadas significativas desacelerações ou mesmo diminuições dos preços, a dificuldade na apreciação do comportamento dos principais agregados macroeconómicos é particularmente elevada, sobretudo no que diz respeito à repartição volume/preço da variação nominal das exportações e das importações. Recorde-se que, quando estas estimativas são produzidas, não estão ainda disponíveis os deflatores do comércio internacional que serão utilizados na compilação das Contas Nacionais Trimestrais. Esta divulgação contém exclusivamente informação relativa às taxas de variação homóloga e em cadeia para o PIB em termos reais. A informação em volume aqui divulgada encontra-se encadeada, tendo 2006 como ano de base para o encadeamento. Os dados encontram-se corrigidos de sazonalidade.