Com toda a
sinceridade acho que este novo governo, a ser amanhã empossado, politicamente
fica mais forte do que o anterior. O problema não é esse. Porque obviamente
nada vai mudar, já que a nova ministra das finanças já disse que o caminho terá
que ser o mesmo e nós, enquanto país intervencionado e refém dos credores, dos
especuladores dos mercados e da banca, continuamos a não estar autorizados a
ter vontade própria. Enquanto for mais importante rastejar de forma humilhante e
submissa e pagar os milhões de euros em juros, como tem feito este governo de
coligação sopeiro de Merkel, nada feito. E não tardará muito a percebermos que
não falta muito para que novas medidas de austeridade criminosa sejam
anunciadas. Vejam lá se apesar dos 60 mil milhões metidos pela troika na banca
espanhola, Madrid alguma vez deixou de falar grosso com essa tríada mafiosa que
destrói a Europa. O que nos faltava era mais aldrabões como Hollande, eleito
depois de enganar os franceses, prometendo uma coisa, mas fazendo exactamente o
oposto depois de eleito. Tal como aconteceu em Portugal na vergonhosa, aldrabada
e rafeira campanha eleitoral de Junho de 2011.