Segundo a TVI, "dez elementos da concelhia de Sintra do PSD apresentaram esta sexta-feira a demissão por considerarem que o acordo de coligação com o CDS-PP se tratou de «um ato irregular» no qual a concelhia não foi consultada. De acordo com um dos demissionários, Alexandre Sebastião, em causa está a assinatura do acordo com o CDS-PP para a reedição da coligação «Mais Sintra», que apoia a candidatura do deputado Pedro Pinto às autárquicas deste ano. De acordo com Alexandre Sebastião, o presidente da junta de Rio de Mouro, Filipe Santos, assinou em nome da concelhia do PSD o acordo entre os dois partidos, numa iniciativa que decorreu a 17 de dezembro, sem que tivesse sido mandatado pela estrutura. «Esse documento muito importante de acordo com o CDS, vital para as próximas autárquicas, foi assinado sem ter sido apresentado previamente à concelhia de Sintra do PSD. Esse elemento da concelhia que o assinou não estava mandatado porque não houve qualquer reunião», disse Alexandre Sebastião à agência Lusa. O demissionário adiantou que, uma vez que a «concelhia do PSD não aprovou esse documento», a formalização desse acordo tratou-se de um «ato irregular» em que «o próprio CDS-PP foi induzido em erro». Concelhia de Sintra deixa de ter quórum e tem de avançar para eleições O presidente da mesa da concelhia, Eduardo Casinhas disse à Lusa que o pedido de demissão de dez elementos da estrutura que, desta forma, deixa de ter «quórum» e terá que avançar para eleições. «A concelhia tem doze membros e mais três suplentes, assim, com as dez demissões, fica sem quórum. Neste momento, em poder da mesa está o número suficiente de demissões que impossibilitam o funcionamento da concelhia e terá que haver eleições», disse. Esta é mais uma polémica a envolver a concelhia de Sintra do PSD com as estruturas distrital e nacional do partido, depois de ambas terem apoiado a candidatura a Sintra de Pedro Pinto, em detrimento do nome proposto pela concelhia, o do vice-presidente da câmara, Marco Almeida. A agência Lusa contactou o presidente da concelhia do PSD, José Faustino, e o vice-presidente, Filipe Santos, que se mostraram incontactáveis até ao momento. Contactado pela agência Lusa, o presidente da concelhia de Sintra do CDS-PP, Silvino Rodrigues, adiantou que o partido considera «a assinatura do protocolo como válida». «Consideramos que quer a concelhia, quer a distrital e a nacional do PSD são constituídas por pessoas sérias e de respeito e recordo que na assinatura do protocolo de acordo esteve presente o vice-presidente da concelhia, o presidente da distrital do PSD e o candidato indicado pela nacional. Portanto consideramos a assinatura do protocolo como válida», disse"