sexta-feira, janeiro 18, 2013

Governo 'limpou' original do relatório do FMI...

Segundo o Sol, “a primeira versão do documento sobre os cortes na despesa estrutural do Estado – feito exclusivamente por técnicos do FMI e entregue ao Governo no final de 2012 –, a que o SOL teve acesso, era ainda mais dura do que a versão final que foi conhecida há uma semana. As diferenças são maiores na área da Segurança Social, em que se percebe que o FMI queria mudanças mais profundas. A mudança de terminologia entre os documentos é evidente. Na versão preliminar, em várias passagens, as pensões portuguesas são classificadas como «generosas». Já na versão final, que resultou dos contributos do Governo, a expressão desaparece e a caracterização do sistema é suavizada: as pensões são, «em média, relativamente mais elevadas, sobretudo se for tido em conta o PIB per capita». Mais: na versão preliminar dizia-se que as recentes reformas da Segurança Social «vão dar frutos, mas apenas no longo prazo». Na versão final, estas reformas devem «gerar poupanças orçamentais». Noutro ponto, acrescenta-se que as reformas da Segurança Social foram feitas nas «duas últimas décadas», colocando-se entre parêntesis a violenta crítica às opções políticas que teriam tornado o sistema insustentável.
Alterações:
Pensões- FMI considerava as reformas, de uma forma geral, «generosas».
Subsídios - As prestações dos subsídios de maternidade e paternidade deviam ser alteradas.
Salários - Corte nos salários da função pública era generalizado e não apenas para as funções que requerem menos habilitações.
Educação - FMI sugeria corte para metade das escolas com contrato de associação já este ano e criticava o elevado número de estabelecimentos de ensino.
Saúde - Ganhos na saúde da população devido ao SNS foram mitigados"