sexta-feira, janeiro 25, 2013

Empréstimo paga luxos de Sócrates...

Segundo as jornalistas do Correio da Manhã, Catarina Gomes Sousa e Tânia Laranjo, "a viver em Paris desde 2011, quando deixou o cargo de primeiro-ministro, José Sócrates mantém um estilo de vida luxuoso, com gastos que chegam aos 15 mil euros por mês. Porém, o antigo governante afirma - num processo que instaurou contra o CM - que contraiu um empréstimo bancário para fazer face às despesas milionárias que tem na capital francesa. Sócrates, que poderá vir a ser chamado a testemunhar no caso do pequeno-almoço com Luís Figo, adianta ainda que também conta com o apoio monetário de familiares. As contas de Sócrates surgem numa altura em que está já marcada, no Tribunal de Oeiras, a primeira sessão de julgamento do caso ‘Taguspark', um polo tecnológico sediado naquela cidade. Em causa está uma certidão extraída do processo ‘Face Oculta', referente a um pequeno-almoço entre o antigo primeiro-ministro e o ex-futebolista, no último dia de campanha eleitoral para as legis-lativas, em 2009. O encontro entre ambos - que custou 100 euros ao Partido Socialista - ocorreu num hotel junto ao rio Tejo, em Lisboa, e foi visto como "financiamento ilegal". Assim, existiam suspeitas de que um contrato publicitário feito entre Figo e a Taguspark - cujo capital é maioritariamente público - tivesse servido como contrapartida para o ex-futebolista apoiar a candi-datura de Sócrates nas eleições. Rui Pedro Soares, Américo Thomati e João Carlos Silva - que à data dos factos eram responsáveis pelo polo - vão sentar-se no banco dos réus, depois de sucessivos adiamentos do julgamento. Todos estão acusados de corrupção passiva e José Sócrates poderá ser arrolado como testemunha. Entretanto, o CM já requereu junto do tribunal que o ex-governante socialista justificasse o pedido de empréstimo bancário, como referiu na ação que moveu.
CASO 'TAGUSPARK' FOI EVITADO POR TRÊS TRIBUNAIS
O caso ‘Taguspark' - que nasceu do ‘Face Oculta' - viu a acusação ser deduzida em Lisboa e confirmada na fase de instrução, pelo que o caso deveria ter seguido logo para julgamento. Porém, nenhum dos três arguidos se entendia quanto à cidade onde o caso deveria ser julgado - e os tribunais de Lisboa, Aveiro e Oeiras declararam-se incompetentes para o efeito. Após um "conflito negativo de competências", teve de ser o Supremo Tribunal de Justiça a decidir que o processo ficaria em Oeiras".