Segundo a TVI, "a extensão das maturidades de alguns empréstimos pedida por Portugal e Irlanda na última reunião do Eurogrupo configura segundo a lei alemã um novo programa de assistência, disse esta quinta-feira o número dois do Ministério das Finanças alemão. Steffan Kampeter, secretário de Estado Parlamentar do Ministério das Finanças da Alemanha, explica que a Alemanha ainda não tem uma posição fechada sobre este tema, e remete para março uma análise mais de perto do tema quando for concluído o processo da segunda avaliação e apresentados os resultados ao Eurogrupo». «Ainda não tomámos uma decisão sobre o tema. Teremos uma nova missão no final de fevereiro e o líder do Eurogrupo terá de apresentar um relatório formal em março. Estamos abertos à discussão, mas, na verdade, eu pessoalmente penso se é uma boa ideia fazer um novo programa para a Irlanda e Portugal. O que nos estão a pedir é sob a lei alemã como um novo programa», afirmou o responsável em declarações à agência Lusa à margem I Fórum Portugal - Alemanha que decorreu em Lisboa. «O Eurogrupo tem que analisar de perto esta questão, mas cada coisa a seu tempo. Eu não nesta altura, não vejo a urgência», acrescentou. Steffan Kampeter explicou que a lei alemã e os regulamentos dos dois fundos de resgate europeus exigem a aprovação de todos os países da zona euro e de todos os países da União Europeia de seguida, e que isso demora o seu tempo e exige debate político, algo que deverá acontecer de forma mais intensa na Alemanha e nos países que normalmente são conhecidos como os seus aliados no Eurogrupo, a Holanda e a Finlândia. «As coisas não são assim tão fáceis de atingir e isto tem a qualidade de um programa novo, pelo menos necessita de uma nova aprovação política naqueles países que é preciso aprovação do Parlamento, como na Alemanha, Holanda e Finlândia onde haverá o maior debate», disse. O governante considera que «a confiança [em Portugal] está a regressar» e que as reformas realizadas demonstram «uma política orçamental credível». Steffan Kampeter disse que «as reformas do lado da oferta feitas no último mês pelo Governo português, mas apoiadas pela oposição, estão a mostrar aos mercados um curso credível para a sustentabilidade e uma política orçamental também credível». O governante alemão acredita que «os mercados estão a aceitar que as reformas de médio prazo vão gerar mais credibilidade em todos os Estados da zona euro». Steffen Kampeter entende que «há sinais de alívio e de sucesso» da política portuguesa e disse que, «se houver um novo desafio», a Europa lidará com ele. «Mas, neste momento, estou bastante satisfeito com o desenvolvimento [de Portugal], vai na direção certa», rematou"