Escreve o Correio dos Açores que “o número de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros dos Açores (67,9 mil) decresceu em Outubro 18,7% em relação a período homólogo do ano passado. Esta quebra em São Miguel foi de 19,4%, o equivalente a 49.575 turistas. De Janeiro a Outubro deste ano o número de dormidas nos estabelecimentos hoteleiros da Região (891 mil) caiu 7,1% em relação aos mesmos dez meses de 2011. Em São Miguel a quebra foi de 8,9%, o equivalente a 601 mil dormidas. Os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros da Região de Janeiro a Outubro deste ano (39,1 milhões de euros) caíram 10,1%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em São Miguel, os proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros caíram 13,2%, o equivalente a 25.260 mil euros. De Janeiro a Outubro os proveitos por aposento no arquipélago (28,6 milhões de euros) caíram 9,7%. Na ilha de São Miguel os proveitos por aposento caíram 13%, o correspondente a 17.773 mil euros. Os proveitos totais nos estabelecimentos hoteleiros da Região de Janeiro a Outubro deste ano (39,1 milhões de euros) caíram 10,1%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em São Miguel, os proveitos totais dos estabelecimentos hoteleiros caíram 13,2%, o equivalente a 25.260 mil euros. Para o total do país em igual período, os proveitos totais e os de aposento apresentaram variações negativas de 2,5% e de 1,5%, respectivamente, portanto, quebras muito mais reduzidas. De Janeiro a Outubro do ano em curso os proveitos por aposento no arquipélago (28,6 milhões de euros) caíram 9,7%. Na ilha de São Miguel os proveitos por aposento caíram 13%, o correspondente a 17.773 mil euros. Só no mês de Outubro último, os proveitos totais e os proveitos de aposento na hotelaria açoriana registaram variações homólogas mensais negativas, respectivamente de 22,8% e 21,7%. Uma quebra muito mais acentuada do que aconteceu na média nacional. De facto, em Portugal, os proveitos totais da hotelaria em Outubro caíram 4,5% em relação ao mesmo mês de 2011 e os proveitos com aposento decresceram 3%. É evidente em todas estas estatísticas demonstram que tem sido a ilha de São Miguel que tem suportado a acentuada quebra no turismo no arquipélago, não só porque detém quase 64,6% da actividade como também em consequência de uma maior redução de turistas e proveitos em relação à média regional. O rendimento médio por quarto nos Açores (Revenue Per Available Room) foi de 23,4 euros, correspondendo a uma variação homóloga negativa de 9,5%. No país, neste período, o rendimento por quarto foi de 30,7 euros.
Muito menos turistas nacionais
O número de turistas nacionais que visitou os Açores de Janeiro a Outubro deste ano (370.701) representa 41,6% dos turistas que estiveram neste período no arquipélago. E foi precisamente ao nível do turismo nacional que se deu praticamente toda a quebra (menos 15,7%) na actividade no arquipélago ao longo dos primeiros dez meses. Só no último mês de Outubro, As dormidas dos residentes em Portugal diminuíram 28,2% A leitura dos especialistas para explicar o facto de menos 691 mil turistas nacionais visitarem a Região nos primeiros dez meses deste ano em relação a igual período do ano passado – apesar das fortes campanhas promocionais realizadas no mercado nacional – é a de que as passagens aéreas continuam a estar demasiado caras entre Portugal continental e os Açores. Ainda a semana passada, a responsável pela Associação Portuguesa dos Agentes de Viagem, na Região, Catarina Cymbron, dizia ao ‘Correio dos Açores’, que entende que os continentais não estão a viajar mais para a Região por as tarifas aéreas serem elevadas, deixando claro que não serão as empresas ‘low cost’ que vão resolver os problemas do turismo açoriano. Sublinhou mesmo que se deve encontrar no seio do grupo SATA soluções para tarifas mais baixas entre o Continente e o arquipélago”
